Duas gerações de grandes baixistas tocam no Teatro Coliseu

Thiago Espírito Santo e seu pai, Arismar, fazem show em prol da Associação Esculpir

08/11/2017 - 11:00 - Atualizado em 08/11/2017 - 11:05

Duas gerações de uma das famílias mais conceituadas da música brasileira vão unir forças, nesta quarta-feira, a partir das 20h, no Teatro Coliseu, em Santos, em prol da Associação Esculpir, trabalho social que promove a inclusão social através de atividades lúdicas e culturais. No palco, o contrabaixista Thiago Espírito Santo e seu pai, Arismar do Espírito Santo, prometem uma noite repleta de boa música ao público. O ingresso custa R$ 20,00 e a renda total será revertida ao projeto.

Thiago é paulistano mas tem fortes laços com Santos, cidade natal de seu pai (Foto: Divulgação)

A ideia, segundo Thiago, é focar o repertório exclusivamente na música brasileira, mesclando trabalhos próprios e regravações. “Vou tocar um pouco de cada. Gosto muito do Dominguinhos, Pixinguinha, Tom Jobim. Além disso, vou tocar coisas do meu trabalho, do Arismar, tudo. Quero tocar músicas bonitas, melodias lindas. A ideia principal desse show é celebrar e enaltecer esse projeto, que tanto faz pelas crianças”, comenta.

Paulistano, mas com fortes laços com Santos por conta do pai que nasceu aqui, Thiago conheceu o Projeto Esculpir durante sua estada na Cidade. Depois de viver mais de 30 anos na Capital, o músico morou por mais um de ano no Litoral, recentemente, antes de subir a serra novamente.

“É um projeto encantador. Sei que não é o único trabalho legal desenvolvido na região, mas penso que podemos ajudar de alguma forma. Penso em fazer um evento como esse a cada dois meses. Pode parecer pouco, mas no fim do ano posso ter ajudado seis instituições da região”, acredita.

E o discurso de Thiago não é da boca pra fora. Ele realmente pensa em voltar a viver em Santos e coloca como meta desenvolver projetos culturais na Cidade. “É uma cidade muito gostosa e inspiradora. Passei pouco mais de um ano ali no Canal 2, próximo da Pompeia. Durante esse tempo, fiz muitas músicas, inclusive uma homenagem a Santos, chamada "Classe A". Quero muito voltar a viver aí. Estou com uma filha pequena e esse é um dos planos que tenho”, revela.

Para 2018, a agenda do músico deve se dividir entre o novo trabalho com o seu quarteto, previsto para o primeiro trimestre e uma sequência de projetos em Santos. Durante toda a conversa, por telefone, Thiago procurou enaltecer a ligação da família com a região e a importância do Projeto Esculpir. Não estava muito disposto a fazer propaganda dos seus trabalhos ou carreira, que já é consolidada e rendeu prêmios e elogios de grandes publicações especializadas.

O mais divertido quando meu pai fala sobre Santos é que ele é muito saudosista. Fala dos amigos, relembra algumas histórias marcantes, sempre me divirto com ele”, conta. “Às vezes estou tocando o meu baixo e fecho os olhos, entro de cabeça no som, mas quando abro meus olhos e vejo meu pai no palco, isso não tem preço. É uma sensação incrível”, derrete-se.

Além da carreira solo e formações em banda, com mais de uma dúzia de CDs lançados, Thiago exerce atuação intensa em cada um dos pilares musicais, com shows, produções, palestras e oficinas. Como produtor, foi indicado ao Grammy Latino em 2012 pelo álbum "Forró Chorado", de Oswaldinho do Acordeon. Como professor, desenvolveu o método de contrabaixo aplicado hoje em 360 polos do Projeto Guri. O Coliseu fica na Rua Amador Bueno, 237.

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