Ciclos de oficinas visam criar uma rede de leitores da Baixada Santista

O primeiro encontro será hoje, sob o tema "Literatura e Mulheres: leituras que libertam"

16/11/2016 - 11:54 - Atualizado em 16/11/2016 - 12:06

A jornalista Lia Rangel coordena o primeiro ciclo de
debates (Foto: Divulgação

Com objetivo de estimular a troca de impressões sobre os livros e criar uma rede de leitores na Baixada Santista, a Livraria Realejo inaugura espaço cultural com ciclos de oficinas temáticas. Organizado pela jornalista Lia Rangel, o primeiro ciclo tem quatro encontros e o nome "Literatura e Mulheres: leituras que libertam", e começa nesta quinta-feira (17), das 19h às 21 horas.

As oficinas seguem até 8 de dezembro, sempre às quintas-feiras, sempre no mesmo horário, propondo um passeio por romances históricos, contos, poemas e autobiografias escrita por mulheres que apresentam uma perspectiva feminina e feminista do mundo. 

“Fiz uma seleção de livros que apresentam versões sob a ótica das mulheres de episódios verídicos, e que revelam fatos não contados pela historiografia oficial”, conta Lia Rangel. "A ideia é que as participantes tragam novas referências e que possamos trocar leituras".

Com este projeto, o dono da Realejo, o livreiro José Luís Tahan, diz que deseja estimular o prazer pela leitura, possibilitar debates, descobertas de autores e autoras e promover a partilha de referências entre os leitores da região. “Estas oficinas dão continuidade às Tarrafadas, encontros criados para manter vivas as discussões sobre literatura”, complementa ele, que dirige o festival anual Tarrafa Literária. 

As oficinas são direcionadas para pessoas a partir dos 16 anos. Quem quiser, pode trazer um livro para trocar. As inscrições podem ser feitas na página do evento no Facebook. A Livraria Realejo fica na Av. Marechal Deodoro, 2, ao lado da Praça Independência, no Gonzaga. Veja programação abaixo:

Dia 17 - Não foi bem assim…

Romances históricos dão vida a protagonistas femininas e feministas que atravessam episódios reais da história universal trazendo um visão diferente daquela contada pelas fontes oficiais. Leituras sugeridas: “A Tenda Vermelha” (de Anita Diamont), “Defeito de Cor” (de Ana Maria Gonçalves), “A Mulher Habitata” (de Gioconda Belli).

Dia 24 – Contos de fadas que não são da carochinha

Um passeio pelos contos reunidos por Clarisse Pinkola Estés, em Mulheres que Correm com Lobos. A escritora e terapeuta junguiana estadunidense traz à tona o arquétipo da Mulher Selvagem presente nos contos de fada para provocar nas mulheres contemporânea uma reflexão sobre a necessidade de (re)conexão com nossa essência feminina para o enfrentamento do “desmatamento psíquico” e a solidão social das mulheres dos tempos atuais.

Dia 1/12 - Autobiografias: amores, dores e o legado das escritoras ao libertarem suas próprias histórias

Anais Nin, Simone de Bovoaire, Carolina Maria de Jesus. Diários proibidos e a coragem de expor suas vidas para enfrentar o machismo na literatura e no dia-a-dia.

Dia 8/12 – Narrativas de mulheres negras

Uma conversa com a escritora e jornalista Bianca Santana (Quando me descobri Negra) e a professora e rapper Preta Rara (Audácia, Eu empregada Doméstica) sobre os desafio de se assumir mulher negra.

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