Alexandre Borges fala sobre o seu personagem em Haja Coração

Ator santista esteve no Praiamar Shopping na sexta-feira (3)

06/06/2016 - 14:53 - Atualizado em 06/06/2016 - 14:53

Alexandre Borges como Aparício, em Haja Coração

(Foto: Ramón Vasconcelos/TV Globo)

Sucesso como o Aparício, de Haja Coração, o ator santista Alexandre Borges mergulhou de cabeça na nova trama das 19h da Rede Globo/TV Tribuna. 

Na novela, ele faz o Aparício, que casou por interesse com a Teodora Abdala (Grace Gianoukas) e até hoje vive infeliz por ter deixado seu grande amor. Entretanto, o destino faz com que eles se vejam. “Esse reencontro do amor da juventude dele com a Rebeca (Malu Mader) vai ser bem inusitado, ela vai achar que ele é um faxineiro e não vai ter interesse, já que ela está buscando um marido rico”, antecipa ele.

Além de tudo, Aparício vai viver uma situação parecida com o que houve com ele, só que ao contrário. O Leozinho (Gabriel Godoy) vai fazer de tudo para ficar com Fedora (Tatá Werneck) de olho na sua grana. “Ele acha que o Leozinho é um golpista, um aproveitador, e vai travar essa luta contra todos para que os dois não fiquem juntos”.

Intensidade

Com mais de 30 anos de carreira, Borges carrega uma experiência nos palcos e usa isso a seu favor. Interpretar faz parte do cotidiano. “Eu sou um ator que acaba vivendo a personagem 24 horas por dia. Às vezes, você tá vendo um filme e fala ‘nossa, isso é muito do tal personagem’”.

Para essa construção, ele revela que sua parte favorita é justamente esse começo. “Essa elaboração, a montagem com o diretor, é uma parte muito importante e gostosa de se fazer”.

Entre o Alexandre e o Aparício, fica a esperança: “Acho que ambos temos essa coisa de não abrir mão dos seus sonhos, seus amores. Essa esperança. Porque o amor é isso, não pode ter medo de errar porque há a garantia de que pelo menos você tentou”.

Vilão ou mocinho?

“O importante é dar criatividade para essa personagem. Ser crível para que fique algo orgânico, autêntico. Esse é o desafio do personagem: soar natural, como se aquela pessoa realmente existisse e fizesse parte da nossa vida. O odiar ou amar faz parte da catarse, dessa relação com o público. Depende do que o autor quer e o público também, porque, no final, é ele que acaba mostrando o caminho”.

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