33ª Bienal de SP abriu para visitação no Ibirapuera

Mostra internacional de arte reuniu sete artistas-curadores, que apresentam outros artistas

11/09/2018 - 12:24 - Atualizado em 11/09/2018 - 12:34

Obra da artista plástica brasileira Denise Milan (Divulgação)

A 33ª Bienal de São Paulo – Afinidades afetivas abriu, no último dia 7, no Pavilhão Ciccillo Matarazzo (Pavilhão da Bienal), no Parque Ibirapuera, onde fica em cartaz até dia 9 de dezembro. 

Nesta edição, a mostra internacional privilegia o olhar dos artistas sobre seus próprios contextos criativos. Por isso, a o curador Gabriel Pérez-Barreiro dividiu o trabalho de curadoria a sete artistas, para que reunissem 12 projetos individuais e sete mostras coletivas.

Os sete artistas-curadores são: Alejandro Cesarco (Montevidéu, Uruguai, 1975); Antonio Ballester Moreno (Madri, Espanha, 1977); Claudia Fontes (Buenos Aires, Argentina, 1964); Mamma Andersson (Luleå, Suécia, 1962); Sofia Borges (Ribeirão Preto, Brasil, 1984); Waltercio Caldas (Rio de Janeiro, Brasil, 1946) e Wura-Natasha Ogunji (St. Louis, EUA, 1970).

A seleção de Pérez-Barreiro traz projetos comissionados de oito artistas (Alejandro Corujeira, Bruno Moreschi, Denise Milan, Luiza Crosman, Maria Laet, Nelson Felix, Tamar Guimarães, Vânia Mignone), uma série icônica de Siron Franco e homenagens.

A 33ª Bienal também homenageia três artistas, que têm em comum a atuação durante os anos 1990 e o fato de terem falecido precocemente. “Eles representam a primeira geração latino-americana a fazer uma arte livre da opressão dos regimes totalitários das décadas anteriores”, explica Pérez-Barreiro. 

São eles: Aníbal López (Cidade da Guatemala, Guatemala, 1964-2014), também conhecido por A-153167, o número de sua cédula de identidade, foi um dos precursores da performance em seu país. Sua obra, que inclui vídeo, performance, live act e intervenções urbanas, entre outras formas de expressão, tem forte caráter político; Feliciano Centurión (San Ignacio, Paraguai, 1962 – Buenos Aires, Argentina, 1996), que trabalhava, primordialmente, com tecidos e bordados, incorporando peças como lenços e crochês comprados em feirinhas portenhas; e a goiana Lucia Nogueira (Goiânia, Brasil, 1950 – Londres, Reino Unido, 1998), que fazia esculturas e instalações que subvertiam o utilitarismo de objetos com um humor sutil.

Contexto 

Sob o tema "Afinidades Afetivas", a 33ª Bienal tem como ponto de partida o romance "Afinidades Eletivas" (1809), de Johann Wolfgang von Goethe, e a tese "Da natureza afetiva da forma na obra de arte” (1949), de Mário Pedrosa. Assim, valoriza a experiência individual do espectador na apreciação das obras em vez de um recorte curatorial que condiciona uma compreensão pré-estabelecida. 

O título caracteriza a forma de conceber a mostra a partir de vínculos, afinidades artísticas e culturais entre os artistas envolvidos. Como no texto de Mário Pedrosa, há uma proposta de investigação das formas pelas quais a arte cria um ambiente de relação e comunicação, passando do artista para o objeto e para o observador. 

Serviço

Até 9 de dezembro.

Visitas às terças, quartas, sextas, domingos e feriados, das 9h às 19h (entrada até 18h), e quintas e sábados, das 9h às 22h (entrada até 21h). Fechado às segundas-feiras. 

Entrada gratuita

Pavilhão Ciccillo Matarazzo, Parque Ibirapuera.

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