14 Bis grava DVD no Teatro Coliseu, em Santos

Grupo faz show hoje, a partir das 21h30, relembrando sucessos da carreira

10/08/2018 - 15:15 - Atualizado em 10/08/2018 - 15:22

Para o show daqui, além do gás dos garotos, muito saudosismo (foto: Vanessa Rodrigues/AT)

Eu nem tinha nascido quando o 14 Bis surgiu, em 1979, mas bastou ouvir Linda Juventude e Todo Azul do Mar que recordei, especialmente, de um tio mais roqueiro, que me ensinou muita coisa. Na noite de quarta-feira, quando encontrei o pessoal em Santos, tive mais umas aulinhas. O papo durante os ensaios finais pro show de hoje, no Coliseu, girou em torno de violões, guitarras e amplificadores; também de rock de qualidade.

“Sempre terá alguém fazendo o bom e velho rock, com letras e acordes de qualidade”, defende Cláudio Venturini, que fundou o grupo ao lado do irmão Flávio Venturini, além dos amigos Hely Rodrigues e Vermelho.

Entre uma risada e outra, um entusiasmado músico mostrava um pouco de sua coleção de violões. Em casa, quase nem tem espaço mais. “Meu filho olha e diz: ‘Mais uma guitarra?’. Já separei uns pedais, outras coisas. Onde vou compro algo”, diz ele, apontando para suas malas.

Vendo tanta alegria e disposição, brinquei que nem precisava perguntar se um dia eles pretendem se aposentar, já que estão beirando os 40 anos de carreira. “Cê já viu roqueiro parar? Músico? Não dá, cara. A gente para quando morre. De resto, é pé na estrada”, conta.

Para o show daqui, além do gás evidente nele e nos outros amigos de banda, muito saudosismo. Faixas que fizeram sucesso ao longo da vida ganham espaço. Além disso, quem for ao Coliseu hoje à noite verá interpretações de bandas que eles admiram ou têm ligação afetiva, como Sá & Guarabyra, O Terço e The Beatles, além de Renato Russo, com quem chegaram a fazer uma parceria em Mais Uma Vez, do disco Sete.

Este show também é uma comemoração. “Além do público santista, que é muito receptivo conosco, claro, o Teatro Coliseu é perfeito para nossa gravação. Seu espaço é bem bonito, acústica boa. Além disso, dá aquele ar intimista que a gente adora”.

Abertos ao novo

A 14 Bis passou pelo vinil, pelo auge dos discos, os grandes shows, o surgimento do MP3, MP4... E agora está lidando com o streaming, a música online. Será que tudo isso assustou? “Não, de forma alguma. Sempre passeamos bem pela evolução e, na verdade, para nós, ela só ajudou e continua ajudando”, defende o guitarrista. 

Além de estar mais em contato com fãs e família, também ajudou nos shows. “Temos tecnologia que são ótimas também para os shows. Os acordes são os mesmos, mas a qualidade só foi melhorando”, diz ele.

O único “ponto negativo” é justamente aquilo que a tecnologia faz de melhor: a proximidade entre pessoas. “Antes, ficava horas sem falar nada e ninguém morria. Hoje, se eu não der notícia pra família o bicho pega”, brinca ele.

Inéditas

Para o ano que vem, eles prometem um disco de inéditas. “Nós já gravamos umas três ou quatro músicas, ainda falta um pouco. Vamos lançar primeiro este DVD depois vem o CD”, explica Venturini. Nos planos do grupo este trabalho no Coliseu sai antes do Natal. O disco novo vem lá para março. Cheios de vontade, ainda vai ter muito 14 Bis por aí. Os fãs agradecem.

Serviço: hoje, 21h30, no Coliseu. Ingressos de R$ 40,00 a R$ 100,00. Rua Amador Bueno, 237, Centro.

Veja Mais