Professores de Cubatão decidem manter estado de greve

Decisão ocorreu em assembleia, depois de dois dias da paralisações

02/03/2018 - 07:41 - Atualizado em 02/03/2018 - 07:50

Professores de Cubatão paralisaram atividades por dois dias (Foto: Nirley Sena/AT)

Professores da rede municipal de ensino de Cubatão decidiram, na noite de quinta-feira (2), em assembleia, manter o estado de greve da categoria, depois de dois dias da paralisações. 

 

A presidente do Sindicato dos Professores Municipais, Nilza Bretas Landim, alega que a paralisação foi positiva. O movimento atingiu 44 das 54 unidades, algumas parcialmente e outras totalmente. Já a Prefeitura estima que a greve teve adesão de apenas 25% dos docentes (cerca de 275).

O secretário de Educação, Pedro de Sá Filho, repetiu que a Prefeitura só volta a rever os decretos alterados pela atual Administração – e que resultam em cortes de remunerações e perdas de direitos de aposentadorias dos professores - se houver decisão judicial determinando essa revisão. 

O sindicato dos professores, a Apeoesp e grupos de docentes entraram com ações na Justiça conta a decisão do prefeito Ademário Oliveira (PSDB) de não rever os decretos. Mas não obtiveram liminares suspendendo os efeitos dessas medidas. Por isso, as ações estão pendentes de decisões finais.

Embora admita que, em dezembro, se comprometeu com a categoria a rever esses decretos, Pedro de Sá Filho diz que “a judicialização do movimento está impedindo a Prefeitura de tomar a iniciativa de rever os decretos”.

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