Prefeitura de Cubatão pleiteia extensão do VLT na cidade

Vice-prefeito da Cidade defende ligação a partir do Valongo, por via férrea já existente; para EMTU, prioridade é completar projeto em curso

04/06/2017 - 12:46 - Atualizado em 04/06/2017 - 13:02

Via férrea existente é utilizada para transporte de carga
ao Porto (Foto: Carlos Nogueira/ A Tribuna)

O vice-prefeito Pedro de Sá Filho (PTB) defende a extensão da linha do VLT implantado pela EMTU em São Vicente e Santos até Cubatão, integrado a um anel viário que terminaria em Praia Grande, percorrendo a área continental vicentina.

Para isso, bastaria utilizar a malha ferroviária já instalada na região, neste domingo (4), restrita apenas a trens de carga, para o transporte de passageiros de forma alternada.

“O VLT, no qual já foram investidos R$ 1,34 bilhão, não pode ficar restrito apenas a São Vicente e Santos. Deve integrar a região metropolitana da Baixada Santista”, defende Sá Filho.

Ele participou dia 23 de maio da 210ª reunião do Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb) com o presidente da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), Joaquim Lopes da Silva, para debates sobre as novas fases de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na região.

E concordou com o pleito apresentado pelo prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão (que também preside o Condesb, PSDB), de inverter as novas fases de implantação do VLT, priorizando a interligação com Praia Grande, a partir da futura estação na Esplanada dos Barreiros, atingindo as demais cidades do Litoral Sul. 

Cerca 2,8 milhões de passageiros por mês utilizariam o novo serviço, média de 90 mil por dia, assinalou Mourão. Uma das alternativas seria aproveitar os trilhos do antigo ramal ferroviário que segue na direção de Cajati. 

O prefeito de Peruíbe, Luís Maurício (PSDB), sugeriu que um documento seja encaminhado ao governador do Estado, detalhando a proposta.


Cubatão

Para o vice-prefeito de Cubatão, o aproveitamento dos atuais ramais ferroviários podia ser fomentado com a aplicação de R$ 800 milhões de investimentos destinados pelo Estado à continuidade do projeto do VLT, adaptando bitolas apropriadas aos trilhos atuais para a passagens das composições. 

“Até meados dos anos de 1990, os trens de passageiros ainda circulavam entre a Praça Marquês de Monte Alegre e Paranapiacaba, passando por Cubatão e atendendo ao polo industrial. O Governo do Estado estuda a reativação dessas linhas. Os trilhos estão à disposição e podem ser usados pelo VLT”, diz Sá Filho.

De acordo com ele, a EMTU se preocupa no momento a discutir apenas o VLT em Santos e São Vicente.

“E isso não é integração metropolitana. Para interligar os municípios, defendo a utilização de trilhos ferroviários. Basta combinar horários de passagem das composições.

É possível utilizar o ramal ferroviário até Cubatão. E, se for o caso, para se interligar de Cubatão ao antigo ramal da Sorocabana, por uma ramal já existente que passa próximo à Unipar Carbocloro, seguindo na direção de São Vicente e Litoral Sul. Os trilhos existem, só precisam ser aproveitados”.

Sá Filho lamenta que o projeto do VLT tenha ignorado Cubatão. E quer que a Cidade seja incluída para atender à população e a trabalhadores do polo que moram na região, com tarifas integradas às linhas de ônibus urbanas.


Resposta

A assessoria de Imprensa da EMTU assinalou, em nota enviada para A Tribuna, que vai analisar o pleito do vice-prefeito de Cubatão. Mas, a empresa, “no momento, considera prioritário concluir o projeto executivo do trecho Conselheiro Nébias – Valongo do VLT, que tem previsão de publicação do edital de obras no final de 2017”. 

A EMTU assinala também “que o sistema intermunicipal da Baixada Santista já contempla a ligação Cubatão – Santos com 17 linhas (de ônibus) que poderão se integrar ao VLT no futuro Terminal Valongo ou em outras paradas previstas para a região central de Santos, aumentando assim o leque de opções do usuário metropolitano de Cubatão que deseja se deslocar até os municípios de Santos e São Vicente”.

 

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