Justiça manda interditar por completo o Edifício Castro

Trata-se da mais alta construção de Cubatão, com dez andares, 80 apartamentos e lojas no piso térreo

20/03/2017 - 18:58 - Atualizado em 20/03/2017 - 19:35

As duas torres com dez andares e 80 apartamentos, além das lojas no térreo, que caracterizam o conjunto de um dos primeiros prédios com elevadores e, até hoje, o edifício mais alto de Cubatão, foram interditadas por ordem judicial.

O imóvel parcialmente abandonado e com os apartamentos desocupados tem pastilhas e rebocos despencando de grande altura e ameaçando pedestres há pelo menos dez anos. Pertence à Prefeitura e é popularmente chamado de torres gêmeas de Cubatão.

Mas a Administração anterior, alegando falta de recursos, deixou de atender, nos últimos três anos, uma ordem judicial para que se providenciassem reformas a fim de se obter o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB).

As torres são as duas mais altas da Cidade (Foto: Luigi Bongiovanni/AT)



Resultado

 A ordem judicial demorou, mas veio agora, no Governo Ademário Oliveira (PSDB). Todos os escritórios remanescentes no prédio, que funcionavam no térreo e no primeiro andar, foram lacrados. A Prefeitura pagará multa diária de R$ 1 mil se, em 60 dias, não apresentar uma proposta de reforma, segurança e destino final do imóvel.

Rua da Cidadania

A Prefeitura lacrou todos os espaços e está providenciando a contratação de projeto, execução dos serviços e busca do AVCB. Os órgãos que funcionavam no Edifício Castro foram deslocados a outros próprios municipais de forma provisória, até que seja obtido o auto.

O Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Central e a Junta de Serviço Militar estão sendo transferidos para a Rua Padre Nivaldo dos Santos, 41, em frente à Praça Portugal, no Centro.

Outros órgãos de serviços públicos com vínculo estadual ou municipal vão funcionar na Rua Dr. Fernando Costa, 1.096, Vila Paulista.


O Edifício Castro foi construído na década de 1970, sendo considerado um dos primeiros da Cidade com elevadores. E seguiu um modelo implantando pelo falecido empreendedor Jaime Castro, com cópias idênticas em Itanhaém e Registro. Chegou a ter um cinema, que faliu. O prédio foi invadido e depredado pelos residentes, na década de 1980.

Problemas judiciais e desapropriações (em 1990) levaram o edifício a ser gradualmente usado por diversos setores da Prefeitura, e o pavimento térreo serviu à realização de vários serviços públicos – o que justificou a criação em 9 de abril de 1988, pelo então prefeito Nei Serra, da Rua da Cidadania no trecho por ele ocupado da Avenida Pedro José Cardoso, no Centro. O prédio tem, no topo de uma das torres, antenas de telefonia e de radiofusão da Prefeitura e da Defesa Civil.

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