MP diz que processo eleitoral do Corinthians não foi "íntegro, seguro e confiável"

Órgão se manifestou após laudo reforçar suspeitas de fraude no pleito

12/07/2018 - 21:06 - Atualizado em 12/07/2018 - 21:23

Andrés Sanchez venceu a eleição do Corinthians
(Foto: Peter Leone/Folhapress)

As suspeitas de fraude na eleição do Corinthians, realizada em fevereiro, foram reforçadas. Isso por causa de um laudo produzido por uma empresa, que foi anexado à investigação que apura irregularidades no pleito.

Com base neste documento, o Ministério Público de São Paulo afirmou, no dia 11 de julho, que o processo eleitoral não foi "íntegro, seguro e confiável". As informações são do site Globo Esporte.

Entre outras coisas, o laudo afirma que houve uma diferença de 25 votos entre os sufrágios que foram apurados (3.642) e o número de sócios que assinaram a lista de presença (3.617).

No mês que vem, ocorrerá uma audiência. Serão ouvidos funcionários da empresa Telemeeting Brasil, responsável pelo sistema usado na eleição.

De acordo com a promotoria, há indícios de crime previsto no artigo 66 do Código de Defesa do Consumidor: fazer afirmação falsa ou enganosa, ou omitir informação relevante sobre a natureza, característica, qualidade, quantidade, segurança, desempenho, durabilidade, preço ou garantia de produtos ou serviço, com pena de prisão de três meses a um ano e multa.

O caso

Segundo colocado na eleição, atrás de Andrés Sanchez, Paulo Garcia entrou com ação criminal na Justiça contra a empresa responsável pelas urnas por suposta fraude. À época, o diretor da Telemeeting Brasil, André Mossici, disse que o caso estava sendo levantado por interesse político.

"Todo o processo foi auditado por empresas de auditoria indicadas pelos próprios candidatos. Tivemos várias reuniões em que esse pessoal levantou todas as dúvidas, fizeram todos os laudos dos computadores e programas. Depois dos laudos, os computadores foram lacrados e abertos só na hora da votação. Usamos o mesmo procedimento de cópias dos programas ao final da votação. Isso para mostrar que não houve nenhum tipo de adulteração do software entre a primeira e a última auditoria. Todos os procedimentos acordados com os candidatos e fiscais foram seguidos. E a eleição foi acompanhada por fiscais nas urnas e por auditores na parte dos servidores, que ficaram à vista, sem ninguém mexer. Temos todos os comprovantes que podem demonstrar isso, a lisura do processo é comprovada. Se solicitado, vamos mostrar tudo isso. Quem está fazendo a denúncia, vai ter que provar isso (fraude). Ele não pode colocar em dúvida um serviço de uma empresa de 22 anos com denúncias vazias. É importante que as pessoas não misturem interesses políticos com questões de tecnologia e serviços de uma empresa", declarou.

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