Venda e cultivo de ostras são proibidos em Santa Catarina devido a toxina

A maioria dos comerciantes do Mercado do Peixe compra os produtos de Cananeia e Peruíbe

20/10/2017 - 16:50 - Atualizado em 20/10/2017 - 17:02

Produtos do Mercado do Peixe são comprados, em sua maioria, em Cananéia e Peruíbe (Carlos Nogueira/AT)

A Secretaria da Pesca de Santa Catarina proibiu nessa quinta-feira,19, o cultivo e a comercialização de ostras, vieiras, mexilhões e berbigões. O anúncio foi feito após uma toxina ser encontrada na água de uma fazenda de ostras na Ilha João Cunha, no município de Porto Belo.

O governo do Estado afirma que a toxina PSP pertence ao grupo saxitoxina, pode causar diarreia, náuseas, vômitos, dores abdominais, perda de sensibilidade nas extremidades corpo e, em casos severos, paralisia generalizada e óbito por falência respiratória. Os sintomas aparecem imediatamente após consumo dos moluscos contaminados.

Segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), o Estado é o maior produtor nacional de moluscos do país, respondendo por cerca de 95% da produção. Os maiores mercados consumidores são São Paulo e Rio de Janeiro.

Em Santos

A Reportagem entrou em contato com comerciantes do Mercado do Peixe, na Ponta da Praia, e foi informada de que a maioria dos produtos tem como origem Cananeia e Peruíbe.

“Se pedíssemos 100 kg de marisco, por exemplo, de Santa Catarina, o valor pago não compensaria o frete gasto pelo fornecedor”, diz Otávio Antunes Viera, proprietário do Box do Santista. 

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