Veículos de passeio ficam livres da Operação Comboio no SAI

Mudança vale quando cerração afetar apenas o trecho de interligação e Imigrantes tiver boas condições de visibilidade

21/06/2018 - 07:30 - Atualizado em 21/06/2018 - 09:57

Agora, veículos de passeio ficarão livres de ficar no comboio, segundo Ecovias (Foto: Arquivo)

A partir desta quinta-feira (21), a Ecovias adota no Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) novos protocolos para a operação comboio, instituída quando a visibilidade dos motoristas cai para menos de 100 metros, devido à neblina na pista. A promessa é de redução no tempo de viagem na descida, mesmo em condições climáticas adversas.

O novo formato será utilizado quando a cerração afetar apenas o trecho de interligação no Planalto – local de maior incidência de neblina. Entretanto, para que seja iniciado, a pista descendente da Rodovia dos Imigrantes precisa ter plenas condições de visibilidade para os motoristas.

“É uma complementação da Operação Comboio, que nos últimos 20 anos trouxe benefícios para a segurança viária e redução de acidentes”, afirma o gerente de atendimento ao usuário da Ecovias, Ronald Marangon.

Pelo novo modelo, os carros de passeio terão trânsito livre, acessando a Rodovia dos Imigrantes, menos suscetível à neblina e dotada de três túneis com extensão total superior a 11 quilômetros que reduzem os efeitos da neblina.

Já os caminhões, ônibus e utilitários, que obrigatoriamente descem a Serra pela Via Anchieta, deverão formar fila após a curva que dá acesso à interligação, para formar o comboio. Antes, todos os veículos eram obrigados a descer a Serra em formação, independentemente das condições climáticas.

“A caixa (de formação do comboio) que hoje ocorre na praça de pedágio, passa para o início da interligação. Trata-se de um processo constante de aperfeiçoamento para rever eficiência e protocolos de segurança”, explica o gerente.

Redução no tempo

O executivo da Ecovias aponta que o principal benefício aos usuários do SAI será a redução no tempo de viagem, sob neblina. Os carros de passeio, porque não mais estarão no comboio; já os utilitários, em razão da maior agilidade na formação.

O modelo já foi autorizado pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). Marangon acrescenta que o atual protocolo se somará aos dois já desenvolvidos pela concessionária: a operação para a Anchieta e mais uma para a Imigrantes. “Caso seja identificada neblina intensa na rodovia, adotaremos a operação comboio tradicional”.

Neblina

A neblina surge em dias de baixa temperatura e quando existe elevada umidade no ar. O fenômeno é formado pelo resfriamento da atmosfera, que condensa o líquido próximo ao solo – sendo comum na Serra do Mar. A cerração ocorre em qualquer época do ano, sendo mais intensa no outono e inverno. As operações comboio são implantadas assim que a visibilidade dos motoristas atinge níveis inferiores a 100 metros de distância.

Fretados

Desde a inauguração da segunda pista da Imigrantes, em 2002, caminhões e ônibus são proibidos de trafegar pela pista descendente. A determinação ocorre porque há o risco desses veículos perderem o freio no trecho de Serra, formado por 11 quilômetros, com rampa contínua com declividade de 6% – ou seja, desce seis metros a cada 100 percorridos. O problema foi constatado pela Artesp, órgão que fiscaliza os contratos com as concessionárias.

Por essa razão, não existe previsão de quando os fretados que levam trabalhadores para São Paulo poderão utilizar a pista descendente da Imigrantes. Marangon afirma que pesquisas acadêmicas foram realizadas, sem comprovar a segurança ao fluxo de veículos pesados. “Estamos atualizando os estudos para ter certeza (que a proibição) continua a ser assertiva”.

Cancelas removidas

A Ecovias também promoveu, desde a zero hora desta quarta-feira (20), a remoção das cancelas de pagamento eletrônico nas praças de pedágio das suas rodovias no Estado.

A medida, detalhada por A Tribuna On-line na quarta-feira (20), atende a uma determinação da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) para reforçar a segurança dos usuários, publicada no Diário Oficial paulista.

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