Um gole de cerveja artesanal com muito entretenimento

O bar Mucha Breja nasceu com uma ideia e teve de se adaptar

30/11/2017 - 18:45 - Atualizado em 30/11/2017 - 22:03

Era para ser apenas um ponto de venda de cerveja artesanal, onde os apreciadores comprariam suas garrafas e as levariam para beber em casa. De repente, o Mucha Breja, na Ponta da Praia, se transformou em um dos bares mais frequentados de Santos.

“Uma loja para funcionar até as oito horas da noite, virou um bar que recebia 100 pessoas por dia e a gente não sabia o que fazer com aquilo”, admite Renato Melo, um dos criadores do Mucha Breja, ao lado dos sócios e amigos Rafael Konda e Leandro Besada.

Eles, então, perceberam que tinham “errado a mão”, porque o perfil de quem curte cerveja artesanal mudou rapidamente. O cara não queria apenas levar para casa, mas apreciá-la em um lugar descolado.

“Hoje, a gente não é um bar. A gente é uma empresa que vende entretenimento”, garante Renato Melo. 

Ou seja, o Mucha Breja trabalha para atrair a atenção dos clientes usando, por exemplo, a Oktoberfest, o Halloween ou, até mesmo, o aniversário de morte de Elvis Presley para vender cervejas com nomes ligados a esses eventos. 

Além de centenas de rótulos, diversos outros produtos, como sanduíches e doces, foram incluídos no cardápio. Além disso, eles aparecem com frequên[TEXTO]cia nas redes sociais. 

O sucesso obrigou o bar a sair da Rua Enguaguaçu, onde ficou por pouco mais de um ano, e se mudar para um lugar maior, na Avenida Rei Alberto.

Bar oferece cervejas artesanais, muitas relacionadas a datas comemorativas (Foto: Alberto Marques/AT)

Aprendizado

Embora bem sucedido atualmente, o publicitário e professor da Esamc, Renato Melo, diz que qualquer empreendedor já lidou com o fracasso. 

Ele mesmo lembra que, aos 20 anos, criou uma empresa para organizar eventos. “Essa empresa quebrou. Depois, fui para o mercado de trabalho até que voltei a empreender lançando dois aplicativos, mas eles esbarraram em uma barreira legal”, conta.

Renato compara o empreendedorismo a um jogo de vídeo game e acredita que as crianças devem ser estimuladas, desde muito cedo, a tentar e persistir.

“Você tá jogando Mário. Morreu? Quando eu voltar com a próxima vida vou dar mais distância para pular aquele buraco. Eu já sei o que tem que fazer. Então, as crianças precisam errar um pouquinho mais para criar soluções. Isso é um incentivo”.

O Whatsapp nada mais é que a atualização do ICQ, que eu usava na adolescência. A diferença é que não tinha para o celular. Então, há sempre espaço para um novo olhar. O principal desafio não é ser campeão, mas se manter no topo. Admiro o Facebook, porque já está há um bom tempo na liderança se mantendo atualizado e ditando tendências. Renato Melo professor da Esamc e sócio da Iska Digital e Mucha Breja

Na opinião dele, ainda falta espírito empreendedor ao brasileiro. “Numa das aulas que eu dou ensinando os alunos a fazerem portfólio, pergunto se está certo o caminho escola, faculdade, emprego. Todo mundo diz que falta curso, mas ninguém fala que falta empreender”, lamenta.

Sobre o mercado santista, ele critica o costume de copiar. “O principal erro do empreendedor de Santos é o Ctrl C, Ctrl V (copia e cola). Foi a paleta mexicana, a comida mexicana, o açaí”, alerta.

Veja Mais