Trabalhadores se mobilizam em protesto contra a reforma trabalhista

Metalúrgicos e petroleiros se concentraram em frente aos seus postos de trabalho

10/11/2017 - 10:03 - Atualizado em 10/11/2017 - 15:50

Trabalhadores da Usiminas se reuniram em frente à siderúrgica (Foto: Victor Martins/Enviada via WhatsApp)

Em protesto contra a reforma trabalhista, que entra em vigor neste sábado (11), trabalhadores se mobilizaram na manhã desta sexta-feira (10). 

Por volta das 8 horas, metalúrgicos se concentraram em frente à Usiminas, em Cubatão, antes do turno da manhã. Já em frente à Petrobras, também em Cubatão, por volta das 7h30, os trabalhadores permaneceram reunidos na porta da empresa, antes de inciarem o turno das 8 horas.

Em entrevista à TV Tribuna, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Claudinei Rodrigues Gato, explicou que ainda serão realizadas diversas paralisações. "A gente tem que ir para a luta, teremos várias greves pela frente. Temos também trabalhadores que têm data-base em setembro, como os trabalhadores que seguem o acordo coletivo do Sindipeças. Não vamos aceitar a retirada de direitos e vamos caminhar para as paralisações nas portas da fábrica".

Esta sexta-feira é dedicada a protestos organizados pelas principais entidades representantes dos trabalhadores. O Dia Nacional da Paralisação está previsto para acontecer em todas as capitais e no Distrito Federal.

Participam da articulação a Força Sindical, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) e outras entidades.

De acordo com o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, a mobilização é ''mais do que um ato de repúdio à reforma trabalhista e será um preparo para uma paralisação nacional".

O coordenador do Sindicato da Justiça, Michel Iorio Gonçal, destaca que "a reforma trabalhista vai retirar em torno de 100 artigos da CLT, que vão ser alterados. Um dos principais é o negociado sobre o legislado, o que significa isso? A partir de amanhã, muitos direitos conquistados vão poder ser negociados entre aspas, mas na realidade vão ser retirados dos trabalhadores".

Na opinião do coordenador do Sindicato dos Petroleiros, Adaedson Costa, a reforma trabalhista "pede um sacrifício da classe operária. ''Mas o que a gente vê no dia a dia do governo Temer é ele dando benefícios aos empresários".

O coordenador do sindicatos dos Servidores Municipais de Santos, Flávio Saraiva, compara a situação dos brasileiros com a dos trabalhadores chineses. "Os principais direitos trabalhistas estão sendo retirados, ou seja, nós vamos começar a trabalhar numa situação muito semelhantes à dos trabalhadores da China quando foram instaladas as empresas na China, que as pessoas trabalhavam praticamente por comida".

Bancários

Representantes do Sindicato dos Bancários de Santos estiveram nesta sexta-feira (10) reunidos na Praça da Sé, em São Paulo. No local, um ato reuniu trabalhadores contra as reformas trabalhista e da Previdência, terminando por volta das 12 horas.

Sindicato dos Bancários também aderiu ao dia de protestos (Foto: Divulgação)

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