Trabalhadores dos Correios cruzam os braços em agências da Baixada e Vale

De acordo com informações do sindicato, adesão à paralisação é de 30%

20/09/2017 - 16:16 - Atualizado em 20/09/2017 - 16:21

Trabalhadores entraram em greve nesta quarta-feira em todo o País (Foto: Nirley Sena/AT)

Com as negociações de acordo coletivo emperradas, os trabalhadores dos Correios entraram em greve por tempo indeterminado a partir da zero hora desta quarta-feira (20). De acordo com o sindicato da categoria na Baixada Santista e Vale do Ribeira, de 25% a 30% dos funcionários aderiram à paralisação, afetando o atendimento ao público e a entrega de correspondências e encomendas. Os Correios dizem que os serviços não foram prejudicados.

De acordo com o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos (Sindect) de Santos, Marcio Anselmo Farina, os trabalhadores entraram em greve por conta da pauta de "retirada de direitos" apresentada pela estatal durante as negociações e do sucateamento da empresa. Eles se concentraram na Praça Mauá, no Centro de Santos.

"Nós entregamos nossa pauta no final de julho e tinham tempo para analisar. Os Correios propuseram adiar a validade do acordo coletivo para dezembro para poderem fazer o próximo acordo pela nova lei trabalhista. Eles estão protelando. Nós não aceitamos essa proposta", contou Marcio.

Foram dois dias de negociação, nos quais, segundo o sindicalista, foram apresentadas propostas de "retiradas de direitos" por parte dos Correios. Informalmente, os trabalhadores reclamam ainda da falta de reposição de funcionários, em substituição aos aposentados, o que sobrecarrega os que estão na ativa.

Segundo Marcio, a expectativa é que a adesão à greve aumente nesta quinta-feira (21). Ele ressalta que, nesta quarta, já houve diminuição expressiva de funcionários em algumas unidades, afetando os serviços da estatal. A agência de Mongaguá ficou fechada, conforme o sindicalista.

Em nota, os Correios disseram que a paralisação não afetou os serviços de atendimento. Eles também informam que a adesão à greve é de 13% na região. "Até o momento, todas as agências, inclusive nas regiões que aderiram ao movimento paredista, estão abertas e todos os serviços estão disponíveis".

Nos locais em que houve paralisação, a empresa diz ter colocado em prática seu Plano de Continuidade de Negócios para minimizar os impactos à população. Os Correios afirmam que o movimento está concentrado na área de distribuição.

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