Trabalhadores da Fundação Casa entram em estado de greve por aumento

Segundo sindicato, Governo do Estado não está negociando com a categoria

07/05/2017 - 18:20 - Atualizado em 07/05/2017 - 18:26

Trabalhadores da Fundação Casa entraram
em estado de greve (Foto: Carlos Nogueira/Arquivo)

Trabalhadores da Fundação Casa decidiram entrar em estado de greve, porque o Governo do Estado se nega a negociar reajuste salarial. A data base da categoria é 1 de março e, até o momento, não houve nenhuma conversa, segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Fundações Públicas de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente em Privação de Liberdade do Estado de São Paulo (Sitsesp). 

Os funcionários pedem reajuste salarial de 11,5% (reposição da inflação mais 5% de aumento real) e o mesmo índice sobre o vale-refeição e alimentação, além de plano de cargos e salários, adicional de periculosidade e mais segurança nos locais de trabalho.

A decisão aconteceu em assembleia geral feita nesse sábado (6). Os trabalhadores já marcaram novo encontro para 3 de junho e greve geral para o dia 8 de junho. Eles pretendem entrar na Justiça se não houver acordo no dissídio coletivo.

Segundo o presidente Sitsesp, Aldo Damião Antônio, o estado de greve não paralisa as atividades, mas serve para pressionar o governo e preparar os trâmites legais para a greve geral programada para 8 de junho. “Vamos oficiar os órgãos competentes do Estado, o Ministério do Trabalho e o Ministério Público para que a greve não seja considerada ilegal”.

Para Antônio, o mínimo que a Fundação Casa pode fazer é sentar com o sindicato. “Precisa ter alguma oferta. Falam que não tem dinheiro, mas e as cláusulas sociais que não gastam? Benefícios em termos de gestão, como aumentar a licença-maternidade de 4 para 6 meses. São 87 cláusulas, não sentam nem para falar disso”.

A insegurança também preocupa o sindicato. “Está muito complicado, nunca esteve tão mal dentro da Fundação Casa. Somos tratados como vermes pelos infratores”.

A assessoria de imprensa da fundação informa que o atendimento nas unidades ficará dentro da rotina, sem prejuízo às atividades. Diz, ainda, que a instituição está verificando com o Governo do Estado “o que é possível ser concedido mesmo com as restrições orçamentária e financeira decorrentes da crise que passa o País”.

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