Contêineres não derramaram substâncias no mar, segundo o Ibama

Agentes ambientais realizaram um sobrevoo na região costeira da Baixada Santista neste sábado

12/08/2017 - 17:43 - Atualizado em 12/08/2017 - 20:27

Pouco mais de 24 horas após a queda de 45 contêineres de um navio, que aguardava para realizar manobra de entrada no Porto de Santos, agentes ambientais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) realizaram um sobrevoo por toda a região costeira da Baixada Santista, na tarde deste sábado (12). O objetivo da operação era verificar possíveis encalhes e eventuais resíduos provenientes do acidente, que ocorreu na madrugada de sexta-feira (11). 

De acordo com a analista ambiental Ana Angélica Alabarce, que integra o grupo de emergências do órgão, que fala na queda de 47 cofres, aparentemente, não foi identificado derramamento de substâncias no mar. Porém, uma grande quantidade de isopor foi avistada, durante o sobrevoo, em uma faixa rochosa de São Vicente. "Não há sinais de produtos perigosos e oleosos no mar". 

À Reportagem, a analista ambiental informou ainda que a empresa proprietária do navio, a Log In Pantanal, já foi notificada e fará o recolhimento do material. Ainda conforme Ana Angélica, a companhia teria se comprometido a enviar, ainda neste sábado, um relatório informando a mercadoria armazenada em cada um dos contêineres à deriva, para que dessa forma, pudessem ser iniciadas as investigações. Segundo 

Com a queda dos contêineres, mercadorias ficaram espalhadas pelo mar (Foto: Divulgação/Polícia Militar)

Acidente

A queda das caixas metálicas no mar ocorreu durante a madrugada da última sexta-feira. Em nota, a proprietária do navio afirmou que os contêineres se desprenderam devido ao mau tempo, quando a embarcação aguardava para entrar no Porto de Santos. Segundo a armadora, ninguém se feriu na hora do incidente. 

A embarcação havia concluído operação no terminal Embraport, na Margem Esquerda, e retornou para a Barra. Lá, aguardava, no fundeadouro 3, para retornar ao cais santista para uma nova operação. 

Após o incidente, por questões de segurança, a Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) determinou a interrupção do tráfego no canal de navegação do Porto por quatro horas. A situação só foi normalizada às 8h30. Porém, pouco tempo depois, a Autoridade Portuária voltou a interromper a circulação marítima, porque as cargas foram transportadas com o movimento da maré e prejudicavam a segurança da navegação. 

Alguns contêineres abriram e parte das mercadorias transportadas se espalharam pelo mar. Bicicletas, mochilas, roupas e até aparelhos de ar condicionado estavam entre as cargas armazenadas. Ao menos 11 pessoas foram detidas em flagrante por saquearem produtos que boiavam na barra de Santos. Entre os itens recuperados estavam eletrônicos, eletrodomésticos, pneus de bicicletas e peças de vestuário. 

Contêineres, segundo armadora, se desprenderam devido ao mau tempo (Foto: Alberto Marques/AT)

Limpeza das praias 

Procurada, a Prefeitura de Guarujá informou que desde que a situação foi identificada, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente vem monitorando os impactos do acidente por meio do Grupamento de Defesa Ambiental (GDA) e de sua fiscalização. Até o momento, foi identificada grande quantidade de isopor, material plástico, malas e até a carcaça de um contêiner na Praia Saco do Major.

Em nota, a Administração Municipal esclarece que já entrou em contato com representantes da proprietária do navio, exigindo a limpeza imediata das praias, sob pena de multa diária, além de um plano de mitigação dos danos ambientais.

A Prefeitura diz ainda que está intimando a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) a esclarecer quais foram as providências tomadas, e pedindo informações à Marinha e à Praticagem para saber o que motivou o acidente e quais medidas ambientais serão tomadas.

A Secretaria de Meio Ambiente aguarda um posicionamento oficial das autoridades portuárias a respeito dos produtos que estavam dentro desses contêineres.

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