Setor do comércio fecha 901 vagas nas cidades da Baixada Santista

Dados do Sindicato do Comércio Varejista apontam que seis atividades tiveram redução de empregos em relação a janeiro de 2017

15/04/2018 - 08:00 - Atualizado em 15/04/2018 - 14:16

Variação negativa dos números é sinal
da crise no mercado (Foto: Fernanda Luz/AT)

Conforme levantamento do Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista (SicomércioBS), na região, o setor encerrou 901 vagas celetistas, em janeiro deste ano, resultado de 2.347 admissões contra 3.248 desligamentos, conforme dados extraídos pelo sindicato, da Pesquisa de Emprego no Comércio Varejista (PESP Varejo). 

Das nove atividades analisadas, seis apresentaram redução no número total de empregos formais em relação a janeiro de 2017, com destaque para as lojas de vestuário, tecidos e calçados (-3,8%), e materiais de construção (-2,5%). Por outro lado, as atividades de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamento (4,6%) e de farmácias e perfumarias (2,7%) registraram crescimento, na mesma base comparativa.

“Em dezembro de 2017, o ano foi fechado com a criação de 1.099 novos postos de emprego formal. A melhora das taxas não foi o suficiente, porém, para equilibrar os números negativos acumulados durante o ano. No mês de janeiro, houve extinção de 901 postos formais de trabalho, o que nos mostra que há relevante abismo entre as admissões e as demissões durante o período”, avalia o presidente do SincomercioBS, Omar Abdul Assaf.

Crise persiste

Essa variação negativa dos números, avalia Assaf, é a sinalização de que os efeitos da crise ainda se manifestam no mercado, através da instabilidade do poder do empresário em manter o trabalhador. Essa problemática traz, segundo ele, consequências sérias, não só para o assalariado, mas também para o próprio comércio. 

“Quando a população está desempregada, o seu poder aquisitivo diminui e, da mesma forma, os recursos injetados no comércio. É necessário que os empresários da região trabalhem unidos para trazer soluções inteligentes para um problema que é de todos nós”.

Poderia ser pior

Apesar disso, a situação, segundo o presidente, poderia ser pior, já que algumas contratações temporárias de fim de ano se encerram em janeiro. O emprego temporário, explica Assaf, consegue trazer estabilidade na queda do desemprego durante os meses de maior fluxo de trabalhadores com esse tipo de contrato. 

Por exemplo, durante o período das festas de final de ano e da Páscoa, quando os comércios da região contratam mão de obra extra para lidar com as demandas maiores, os índices tendem a se manter ao invés de retrair. 

“Em janeiro deste ano, se tratando de período sazonal, o mercado trouxe uma anomalia. Não houve grande queda no nível de pessoas empregadas, apesar de se tratar do momento em que os trabalhadores temporários são dispensados. Isso nos leva a crer que da demissão se seguiram novas contratações”.

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