Santos é a 3ª cidade com mais colisões contra postes da CPFL

Acidentes do tipo no ano passado deixaram 18.651 usuários da Cidade no escuro

03/02/2018 - 09:13 - Atualizado em 03/02/2018 - 09:13

Apesar da estatística, houve queda no número de colisões (Foto: Carlos Nogueira/AT)

Santos está em terceiro lugar num ranking, no mínimo, curioso. Entre os 27 municípios atendidos pela Companhia  Piratininga de Força e Luz (CPFL Piratininga), a Cidade é a terceira que mais teve casos de colisões em postes, em 2017, deixando 18.651 usuários no escuro ano passado.

Apesar da estatística negativa, ao menos houve queda no número de colisões nos últimos tempos no município. Em 2016 foram 21 casos, contra 16 ano passado, representando queda de 21,8%. É exatamente o contrário do que vem ocorrendo no restante das localidades atendidas. Se somadas todas, houve alta de 67,9% no mesmo período.  

De acordo com a CPFL Piratininga,  a imprudência ao volante deixou 208,5 mil clientes sem energia por 1,348 mil horas em 2017. Em 2016 eram 124,1 mil consumidores afetados por esse tipo de ocorrência na rede.

O crescimento do número de clientes afetados acompanha a evolução do número de ocorrências registradas. Em 2017, a CPFL Piratininga contabilizou 268 colisões contra postes, aumento de 23,5% na comparação com as 217 ocorrências de 2016.

Os números apurados pela área operacional da instituição mostram que, além de riscos para os ocupantes dos veículos e pedestres, os acidentes também afetam toda a população. Em função das ocorrências, os 208,5 mil clientes ficaram sem energia por 1,348 mil horas em 2017, o equivalente a 56 dias. Em 2016, foram 1,158 mil horas, ou 48 dias. 

Jundiaí lidera 

Em 2017, quem esteve na frente de Santos foi Jundiaí, liderando as ocorrências, com 57 casos. Na cidade, 35,4 mil clientes ficaram sem energia por 266,4 horas. Em seguida vem Sorocaba, com o registro de 55 ocorrências, que interromperam o fornecimento de luz de 42,3 mil consumidores por 270 horas. 

Mas Santos não é a única cidade da Baixada Santista a compor essa lista. São Vicente teve dez casos em 2016 e 13 em 2017; Cubatão teve uma ocorrência antes e oito ano passado e Praia Grande não teve muita mudança: cinco colisões em 2016 e sete em 2017.

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Imprudência causa prejuízos

De acordo com a concessionária de energia, em casos de acidentes contra postes, o culpado deve arcar com os custos dos danos causados ao patrimônio da empresa. A substituição de um poste varia entre R$1,5 mil e R$3 mil. Essa diferença de valores depende dos equipamentos instalados tanto pela CPFL Piratininga como pelas empresas que ocupam a estrutura. Por exemplo, um poste com iluminação pública simples tem menor valor do que um poste que possui um transformador de energia, ou equipamentos de televisão e telefonia.

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