Rodovia Mogi-Bertioga segue sem previsão de liberação

Nova vistoria foi marcada para segunda-feira; outras rochas no topo da encosta preocupam especialistas

26/04/2018 - 17:48 - Atualizado em 26/04/2018 - 17:53

Última rocha que deslizou pela encosta pesava 200 toneladas (Foto: Jonny Ueda/Alesp)

Ainda não há previsão para que a o trecho entre o Km 69 e Km 98 da Rodovia Mogi-Bertioga seja liberado. O local está bloqueado desde o dia 11 de abril, quando mais pedras e terra deslizaram da encosta e tomaram conta da pista. A expectativa é de que as pistas continuem interditadas durante o feriado prolongado do Dia do Trabalhador, celebrado em 1º de maio. 

Como rotas alternativas, os motoristas que seguem sentido São Sebastião, Caraguatatuba e Ubatuba, no Litoral Norte, devem acessar as rodovias dos Tamoios e Oswaldo Cruz. Já para os condutores que trafegam para Guarujá e Bertioga, o caminho é pelas rodovias Anchieta e dos Imigrantes.

Vistoria

A avaliação realizada na manhã desta quinta-feira (26) pelo Instituto Geológico, equipes do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Defesa Civil de Bertioga e Mogi das Cruzes apontou novas preocupações com relação a pelo menos seis grandes pedras instáveis no topo do morro. 

De acordo com os especialistas, uma delas deve pesar cerca de 500 toneladas. Para se ter ideia, as duas últimas rochas que atingiram as vias pesavam entre 200 e 300 toneladas. 

“Infelizmente a situação ainda é bastante preocupante, tendo em vista essas grandes rochas que apareceram no talude (terreno inclinado) de cima. Nesse momento, trabalhamos para fazer a perfuração (das pedras) e, posteriormente, a fragmentação”, disse José Carlos de Souza, diretor da Defesa Civil de Bertioga, à TV Tribuna.

Ainda segundo Souza, outras pedras estão sendo descobertas pela área. “Precisam ser quebradas em pedaços menores para serem removidas”. 

Além das pedras

O grande questionamento sobre o último deslizamento, há 15 dias, se deu pelo fato do tempo estar ensolarado e o solo seco. No entanto, o descobrimento de nascentes no topo do morro já vinham encharcando a terra e, por isso, as movimentações das rochas e vegetação. 

“O muro de contenção já foi refeito e está em perfeitas condições. O material que está atrás, porém, ainda apresenta certa instabilidade, devido à água dessa nascente que ficou esse tempo todo infiltrada e deixando o solo saturado. Estamos desviando a nascente que apareceu lá em cima, mas nossa preocupação maior ainda são as rochas”. 

Souza explica que no topo do morro, que é bastante íngreme, as nascentes foram observadas em vistorias na última semana e na manhã desta quinta-feira. “Percebemos que existem muitas nascentes e muita água”.

Uma nova vistoria foi marcada para a próxima segunda-feira (30), véspera de feriado, e, até lá, as pistas não serão liberadas.

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