Reajuste do aluguel em Santos guia preços na Baixada Santista

As exceções são os imóveis de veraneio de Guarujá e Praia Grande, cujos valores se manterão elevados até o Carnaval

13/01/2018 - 11:00 - Atualizado em 13/01/2018 - 11:00

Aluguel em imóveis santistas ficou até cinco vezes acima da deflação do IGP-M (Foto: Luigi Bongiovanni/AT)

O reajuste médio de 2,02% no valor do aluguel registrado no ano passado em Santos vai guiar as negociações contratuais de locação nas demais cidades da região. As exceções são os imóveis de veraneio de Guarujá e Praia Grande, cujos valores se manterão elevados até o Carnaval, devido ao maior interesse de turistas.

Para especialistas do mercado imobiliário ouvidos por A Tribuna, as negociações entre inquilinos e proprietários devem ser ancoradas no valor apurado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com o portal Zap. 

O levantamento indicou que os preços de aluguel em imóveis santistas ficaram até cinco vezes acima da deflação de 0,52% do IGP-M – índice que serve de base para o reajuste do aluguel. Esse foi o primeiro tombo do índice desde 2009 (quando caiu 1,72%) e a segunda taxa anual mais baixa da série histórica, que foi iniciada em 1989. 

Preços mantidos

A retração no indicador, contudo, terá pouco peso na renovação contratual de locação. Isso porque, em caso de queda no IGP-M, a regra do mercado é manter os valores atuais. “A tendência é os preços se manterem mais flexíveis, nos atuais patamares”, destaca o diretor regional do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Carlos César Meschini.

Segundo o índice FipeZap, os imóveis santistas locados tiveram uma valorização bem acima da média nacional, que foi de queda de 0,78%. Os números locais seguem mais aquecidos do que os verificados na cidade de São Paulo (1,97%), Rio de Janeiro (-8,34%) e Brasília (1,2%), os três maiores mercados imobiliários brasileiros. 

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