Quase metade dos baladeiros bebe antes de entrar na casa noturna

04/08/2014 - 11:13 - Atualizado em 04/08/2014 - 11:13

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O esquenta está associado ao famoso porre

O famoso "esquenta", conduta conhecida popularmente por pessoas que bebem antes de entrar nas baladas, é realizado por 41,3% dos frequentadores de casas noturnas. A pesquisa entrevistou 2.422 clientes de 31 estabelecimentos na cidade de São Paulo e foi realizado pelo Departamento de Medicina Preventiva da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

 

Os pesquisadores selecionaram os clientes aleatoriamente e as casas noturnas mediante suas capacidades e amostragem de clientes. Para a análise do consumo de álcool dos entrevistados foi utilizado um “bafômetro” para medir a concentração de ar expirado, além de uma entrevista individual, tanto na entrada quanto na saída.

 

A maioria dos indivíduos que beberam antes de entrar nas casas noturnas apresentou sinais de intoxicação em decorrência do álcool na saída das baladas. Foi observado também maior prevalência deste comportamento em indivíduos do sexo masculino, com histórico de abuso de álcool e comportamento sexual de risco.

 

Zila Sanchez, responsável pela pesquisa, ressalta que este comportamento não é característico apenas dos frequentadores de casas noturnas no Brasil, ocorrendo também nos Estados Unidos e em países da Europa. Na visão da pesquisadora, o “esquenta” é um comportamento de risco e influência no padrão de consumo dentro da balada. “Diferentemente do que se pensa, o esquenta não leva a economia de dinheiro, pois na prática quem fez esquenta terminou a noite mais alcoolizado e consumiu mais doses dentro da balada”, afirmou Zila.

 

Outro estudo desenvolvido pelo mesmo departamento e baseado no mesmo público, mostrou que o “esquenta” é o principal fator associado ao binge drinking, popularmente conhecido como “porre” ou como hábito de beber em excesso durante um período.

 

Algumas atrações que ocorrem nas baladas, como a oferta de bebida gratuita (open bar), diversidade de pistas de dança e som muito alto também foram observados como fatores do alto consumo de bebida.

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