Professores de Cubatão entram em greve nesta terça-feira

Categoria protesta contra a revogação de um dos decretos que alteram a jornada de trabalho

21/05/2018 - 21:36 - Atualizado em 21/05/2018 - 21:36

Professores da rede municipal de ensino de Cubatão entram em greve por tempo indeterminado a partir desta terça-feira (22).  Eles decidiram na tarde desta segunda (21), em assembleia, rejeitar a oferta do prefeito Ademário Oliveira (PSDB), que anunciou na última sexta-feira (18) a revogação de um dos decretos que alteram a jornada de trabalho dos professores.

Esse decreto reduziu os valores de pagamento das aulas de carga suplementar desde meados do ano passado. Embora a oferta cumpra a promessa feita em dezembro e não atendida posteriormente por ele, alegando que os professores - individualmente ou por intermédio de sindicatos – judicializaram a reivindicação, na avaliação da categoria ainda não atende às demandas dos professores. 

Prefeitura reduziu os valores de pagamento das aulas de carga suplementar (Foto: Carlos Nogueira/AT)

O prefeito resolveu revogar o artigo 7º do decreto 10684/2017, atendendo a reivindicação da presidente do sindicato, Nilza Bretas de Carvalho Landin e do vice- presidente, Berenildo Gonçalves de Melo. Os dois fizeram um trabalho de convencimento dos vereadores na Câmara, o que contribuiu para recuperar o diálogo com a administração municipal.

 

No entanto, na assembleia nesta segunda-feira, os professores consideraram a oferta insuficiente, porque a Prefeitura não recolherá contribuições previdenciárias sobre as aulas suplementares. Isso significa que a suplementação, que na maioria dos casos representa 50% dos vencimentos dos professores, não se refletirá na manutenção da remuneração por ocasião das aposentadorias.

Embora reconheçam um avanço nas negociações, os professores manterão a greve até que a Prefeitura incida descontos previdenciários sobre essas remunerações para efeitos futuros. A categoria também rejeita a oferta de 2% de aumento, anunciada na sexta-feira pelo prefeito e reivindica reajuste salarial no mínimo superior a 2,76% (que foi a inflação de maio de 2017 a maio de 2018). 

A Prefeitura avaliou a decisão da assembleia e resolveu, por ora, segundo a Secretaria de Comunicação da Prefeitura, não se manifestar. E anunciou que, se necessário, tomará uma posição nesta terça.

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