Professores de Cubatão entram em greve na terça-feira

Categoria diz que a Prefeitura não cumpre as promessas e não há escolha a não ser fechar as escolas

17/05/2018 - 20:51 - Atualizado em 17/05/2018 - 20:56

Cubatão pode ficar sem aulas na rede municipal. O Sindicato dos Professores Municipais notificou nesta quinta-feira (17) a Prefeitura que entrará em greve por tempo indeterminado na próxima terça-feira (22). A presidente do sindicato, Nilza Bretas de Carvalho Landin, notificou o prefeito Ademário da Silva e as autoridades de segurança do município sobre a decisão da assembleia do órgão, ocorrida na noite de segunda-feira (14).

Nessa reunião a categoria decidiu que, diante da falta de cumprimentos de promessas do prefeito feitas publicamente, “não há mais o que fazer senão fechar as escolas e mostrar que não suporta mais os desmandos, as mentiras e o descumprimento de um acordo selado diversas vezes”.

O sindicato vem alertando que a redução dos vencimentos dos profissionais, decorrentes da aprovação de dois decretos pelo atual prefeito em dezembro do ano passado, afeta diretamente os professores de período integral e, também, os que têm ampliação ou carga suplementar.

Se confirmada, esta poderá ser a terceira paralisação dos professores no ano (Carlos Nogueira/AT) 

Revisão

 

A Secretaria Municipal de Educação informou nesta quinta que os decretos citados pelo sindicato integram um conjunto de legislações municipais que estão sendo revisadas pela Administração Municipal. Esclareceu também que o Poder Público mantém o diálogo com o sindicato, havendo a correção nos pagamentos dos professores em relação às jornadas nos últimos meses, conforme a legislação.

Por fim, a Secretaria espera que o sindicato possa rever o seu posicionamento de estabelecer a greve a partir da próxima terça-feira, tendo em vista que “futura paralisação nas aulas trará prejuízo para os alunos da rede”.

Ocupação

Não será a primeira greve dos professores de Cubatão no ano. Em fevereiro houve o mesmo movimento, com 75% de adesão. Em março os docentes cruzaram os braços por 48 horas em razão de dois decretos editados pelo prefeito Ademário Oliveira, que alteravam a jornada de trabalho dos profissionais e também a aposentadoria. 

A rede municipal de Cubatão conta com 1.100 professores. De acordo com os líderes dos movimentos, em razão dos decretos, alguns professores correm o risco de se aposentar recebendo metade do salário da ativa. 

Em março, inclusive, os professores chegaram a passar uma madrugada na sala da Secretaria de Educação de Cubatão. Eles protestaram contra o desconto dos salários da categoria e a retirada de direitos trabalhistas, ocorrida após a edição de dois decretos pelo prefeito Ademário Oliveira. 

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