Primavera promete ser quente e de chuvas inconstantes

Instituto Climatempo diz que o El Niño vai impactar na temperatura e precipitações; reservatórios de água devem sofrer neste período

18/09/2018 - 19:01 - Atualizado em 22/09/2018 - 08:24

Estação de transição entre o inverno e verão,
 primavera deste ano será mais quente (Irandy Ribas/AT)

O próximo sábado (22) marca a mudança de estações, quando o inverno abre espaço para a chegada da primavera, às 22h54. O clima neste período costuma ser mais quente e úmido e, segundo o Instituto Climatempo, neste ano fará ainda mais calor do que em 2017. 

 

Por ser uma estação de transição entre o inverno e o verão, é natural que o aquecimento seja gradativo. De acordo com a meteorologista do Climatempo, Graziella Gonçalves, somente na primeira quinzena de outubro é que o tempo deve começar a esquentar. 

Ela explica que neste final de setembro ainda avança pelo Sul do País bastante nebulosidade e resquícios de ar frio. Portanto, a temperatura continuará mais amena na região Sudeste. 

A partir de outubro, porém, os termômetros devem começar a subir. Dados da Defesa Civil de São Paulo apontam que neste mês, em 2017, a máxima ficou entre 24 °C e 26 °C. Para este ano, a previsão é que os números sejam superados. 

Para novembro, a expectativa é de que a média de temperatura para 2018 permaneça igual a do ano passado, com temperatura entre 20 °C e 26 °C . 

Mais próximo do verão e do fim da primavera, em 21 de dezembro, o mês promete ser o mais quente, com os termômetros ultrapassando os 28 °C. 

A estação das flores começará no sábado (22) e terminará em 21 de dezembro (Irandy Ribas/AT)

El Niño e chuva

O El Niño - um fenômeno climático cujo impacto é o aquecimento do Oceano Pacífico - se desenvolverá entre os meses de novembro e dezembro. De acordo com Graziella, ele será fraco e de curta duração, mas trará reflexos principalmente no aumento da temperatura e na irregularidade das chuvas. 

“Essa primavera terá chuvas mais inconstantes, devido à aproximação El Niño. Não quer dizer que será um período seco, mas, talvez, (as precipitações) não sejam boas o suficiente para encher os reservatórios de água, a fim de que aguentemos o período seco de 2019”, diz a meteorologista.   Ela alerta que o assunto racionamento deve voltar à pauta.  

Ressaca

Graziella explica que as frentes frias vindas do Sul, que devem continuar por um período após o fim do inverno, poderão causar agitações marítimas e eventuais ressacas na Baixada Santista.  

“Se tiver a formação de ciclones extratropicais, que causam áreas de baixa pressão mais intensas em diversos níveis da atmosfera, a altura das ondas que atingem a costa será influenciada”.

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