Prefeitura de Santos promete entrega de obras atrasadas até 2019

Administração Municipal afirma que trabalhos parados recomeçaram, alguns através de parcerias

12/06/2018 - 15:51 - Atualizado em 12/06/2018 - 17:55

Complexo Rebouças é exemplo do atraso das obras em Santos: devia ter sido entregue em 2016 (Foto: Irandy Ribas/AT)

A Prefeitura de Santos promete compensar o atraso das obras públicas que estavam paradas e entregá-las até o ano que vem. Segundo o prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), havia serviços que dependiam de verbas estaduais ou federais e tiveram cronograma prejudicado pela crise econômica.

“Todas as obras estão garantidas e serão entregues à população”, diz o prefeito, ao ressaltar que buscou parceria com a iniciativa privada para dar andamento os trabalhos.

Um dos casos emblemáticos é do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Centro Pop). O prédio fica na Rua Amador Bueno, 446, no Paquetá. A obra começou em 2013 e deveria ser concluída em 2016, já acolhendo pessoas em situação de rua. Passou por quatro períodos de paralisação distintos, que, somados, representam 451 dias. Foi retomada no mês passado, com 40% de conclusão.

“Vamos entregar em janeiro de 2019, no aniversário da Cidade. Incrementamos o projeto em parceria com a iniciativa privada. O Ecoporto está fazendo a obra, como compensação (pelos impactos causados por sua atividade na Cidade). O investimento é de R$ 2,6 milhões. Ela estava parada porque houve dificuldade nos repasses do Governo Federal”, explica o prefeito.

Outra obra que estava paralisada é a do Complexo Rebouças, na Ponta da Praia. Começou em 2014 e deveria estar pronta em 2016. Os trabalhos foram retomados em março e a obra está 65% pronta. A estimativa é que a piscina olímpica seja entregue até outubro. Duas empresas estão executando a obra, uma em cada etapa de revitalização. O valor investido passa de R$ 6,7 milhões, com verba estadual.

Barbosa disse que a obra está a todo vapor, mas A Tribuna On-line foi ao local na semana passada e não havia ninguém trabalhando na obra. Operários apenas descarregavam materiais. A justificativa é de que, atualmente, o trabalho é menor: são seis pessoas fazendo a regularização das paredes e dos fundos para o revestimento. A atividade é suspensa em tempo chuvoso, o que pode ter ocorrido.

A revitalização da Praça Caio Ribeiro de Moraes e Silva, conhecida como Praça do Sesc, na Aparecida, tem 95% dos serviços prontos. A conclusão já foi adiada quatro vezes, e o custo, aumentado em quase R$ 500 mil por erro no projeto. A entrega, agora, está prevista para o início de julho. O custo é R$ 2,4 milhões – recursos do Departamento de Apoio ao Desenvolvimento dos Municípios Turísticos (Dadetur).

“A obra está caminhando bem, o pessoal (está) lá trabalhando”, afirma o prefeito. Mas, quando a Reportagem chegou ao local, não havia nenhum operário. Barbosa alegou que “está em fase de acabamento do pergolado (cobertura), que exige soldagem e o trabalho fica comprometido quando chove, precisando secar completamente”.

Finalização da Praça do Sesc já foi adiada quatro vezes (Foto: Irandy Ribas/AT)

Outras obras

A Policlínica do Piratininga (km 62 da Rodovia Anchieta) foi entregue no último sábado (9). A obra, que deveria ter ficado pronta em 2016, foi abandonada pela empresa vencedora da licitação, depois autuada. O valor do contrato cancelado (com aditamento) é de R$ 2.204.412,93. Do total, R$ 1.032.464,69 foram pagos à Eplan Projetos e Construções pelos serviços executados.

A construção foi retomada pela empresa Ultracargo em no ano passado, como forma de compensação à Cidade por danos causados pelo incêndio no seu terminal.

A Unidade Municipal de Ensino (UME) da Vila São Jorge (Avenida Nossa Senhora de Fátima, 915) está 99% concluída. A obra também é de responsabilidade da Ultracargo, que a assumiu em 2017. Era para estar pronta há dois anos.

A finalização do Ginásio Poliesportivo M. Nascimento, também na Zona Noroeste, deve ser entregue nos próximos dias, com mais de um ano de atraso. O investimento é de R$ 8,9 milhões, do Estado.

As obras do Parque Tecnológico de Santos, no Cais (Centro de Atividades Integradas de Santos) Colégio Santista, na esquina das ruas da Constituição e Henrique Porchat, na Vila Nova, contarão com R$ 11,9 milhões da Ecoporto Santos. A empresa está em tratativas com empreiteiras para a retomada da obra. A medida resolve o problema de repasse de convênio para a construção, que será retomada com 50% do cronograma executado. Era para estar pronta em 2016. Agora, ainda restam 18 meses.

O Centro de Atendimento ao Turista e de Comércio de Artesanato da Zona Noroeste (Praça Doutor Bruno Barbosa, Rádio Clube) era integralmente feito com recursos da Prefeitura, mas não houve recursos suficientes (R$ 2,1 milhões), e a entrega, estimada para 2016, não ocorreu. Agora, o espaço foi incluído nas contrapartidas que a Ecovias fará pela obra na entrada da Cidade. São 12 meses para ficar pronto.

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