Prefeitura de Cubatão estuda reconstruir barracos destruídos por incêndio

Na segunda-feira, fogo consumiu 17 moradias na Vila Esperança e deixou famílias desabrigadas

25/08/2018 - 10:46 - Atualizado em 25/08/2018 - 10:47

Incêndio destruiu 17 barracos na Vila Esperança, em Cubatão (Foto: Carlos Nogueira/A Tribuna)

Com a falta de áreas para abrigar as 42 vítimas do incêndio em 17 barracos ocorrido na noite de segunda-feira (20) na Vila Esperança, a Prefeitura de Cubatão cogita, entre outras alternativas em estudo, a realização de uma campanha comunitária de doação de materiais de construção. A intenção é buscar o apoio de empresas do ramo para auxiliar os antigos ocupantes da área incendiada e reconstruir os barracos que ocupavam sobre as palafitas.

A decisão ainda não foi tomada, mas está sendo facilitada pela observação de que as estacas fincadas sobre o mangue do Rio Paranhos não foram muito afetadas. E a área já dispõe de água fornecida pela Sabesp e posteamento de fiação elétrica. A outra alternativa, anunciada na segunda-feira pelo prefeito Ademário Oliveira (PSDB), é o Município custear os aluguéis de moradias para as famílias afetadas e que, comprovadamente, não tenham parentes na Cidade.

Em qualquer hipótese, o retorno das 42 pessoas (entre elas 15 crianças e adolescentes) à área incendiada ou o pagamento de auxílio aluguel às famílias duraria até o final do ano, quando a Prefeitura inicia a construção de um conjunto habitacional que, segundo o prefeito, abrigaria todos os moradores da Vila Esperança. As famílias vítimas do incêndio já estavam cadastradas da Prefeitura para receber as novas moradias.

Das 17 famílias (totalizando 42 pessoas, inclusive 15 crianças e adolescentes), dez foram inicialmente abrigadas nas instalações da Sociedade São Vicente de Paulo na Vila Natal, próximo ao local do incêndio, e as outras sete (dez adultos e seis crianças) foram para casas de parentes e amigos. 

Na noite de quinta-feira (23), terminado o prazo de três dias de abrigo oferecido pela entidade particular, as famílias foram transferidas para a Casa de Emaús. A pedido delas, ontem foram novamente transferidas para instalações da Casa do Recomeço, entidade conveniada da Prefeitura. 

O recomeço é traumático: todos escaparam com a roupa do corpo e perderam bens e documentos. A Secretaria de Assistência Social está avaliando, além do apoio material, outras formas de auxílio a todas as famílias vitimadas pelo incêndio.

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