Pensando em fazer seguro para celular? Custo do serviço ainda é alto

Planos oferecidos cobrem diversas situações, como roubo, furto ou dano ao aparelho

10/07/2018 - 10:47 - Atualizado em 10/07/2018 - 10:47

Proteger celular por custar 1/4 do valor do aparelho (Foto: Carlos Nogueira/AT)

Ninguém mais duvida que estar o tempo todo conectado é uma realidade do mundo globalizado. A maioria dos modelos de aparelho celular já possui os principais aplicativos de troca de mensagens, além das redes sociais mais usadas, sejam elas para compartilhar fotos, vídeos ou os famosos textões. Mas é preciso investir caro se você quer ter um celular que atenda todas as suas necessidades. Investimento que pode ser de R$ 500, R$ 800 ou até mais de R$ 4 mil, como é o caso de um dos aparelhos mais modernos atualmente no Brasil.

E aí, fica aquela dúvida: quanto vale investir na proteção desse pequeno bem? Vai que, ao sair da loja, tendo acabado de comprá-lo, você sofre um assalto. Infelizmente, essa é a realidade nos dias atuais. A insegurança traz à tona esse tipo de questionamento.

Aproveitando-se disso, no verdadeiro espírito da oferta e procura, as principais seguradoras - e também operadoras de telefonia - começaram a oferecer planos de seguro para o celular. A ideia é que você invista um pouco a mais (muitas oferecem até compras casadas com seguro na parcela) para ter a sensação de que, em caso de roubo, não sairá perdendo.

Para tentar trazer luz nessa questão, A Tribuna fez uma pesquisa para saber quais são os principais planos, coberturas e quanto custam.

Valores

A Tribuna tomou como exemplo um aparelho de telefone modelo iPhone 5S, comprado em outubro de 2017 pelo valor de R$ 2 mil, cujo dono é um jovem de 27 anos, morador do bairro Boqueirão, em Santos. A Reportagem utilizou esse aparelho como referência em todos os locais pesquisados e os preços nas principais seguradoras.

Em sua maioria, as coberturas são para roubo (quando o ladrão assalta mediante grave ameaça) ou furto qualificado, porém, há opcionais com mais garantias, como dos acessórios e em caso de dano por água (ou outros líquidos).

Na Porto Seguro, um dos planos mais básicos cobre acidentes, incêndios, queda de raios, dano na tentativa de roubo e impacto de veículos (atropelamento, por exemplo). Porém, há opcionais (que aumentam o valor do seguro, é claro), como danos elétricos, lentes e acessórios e danos por água ou líquido.

No caso deles, o aparelho precisa ter sido comprado a menos de 12 meses e o valor do seguro é a partir de R$ 536,18 à vista.

A operadora Vivo, em parceria com a seguradora Zurich, tem planos de seguro com coberturas para roubo e furto qualificado. O valor é a partir de R$ 299,88, com mensalidades no valor de R$ 24,99. No caso deles, o celular não precisa ter sido comprado a menos de 12 meses, mas as opções de cobertura são mais restritas.

A operadora Tim também é outra que oferta o serviço. O seguro também é por roubo e furto qualificado e o valor é a partir de R$ 443,88, com mensalidades de R$ 36,99. Também não há necessidade de o celular ter sido comprado há um ano.

Consulta ao CPF

Em todos os casos, é feita uma consulta no CPF do titular do seguro. Se por acaso a pessoa estiver com restrições, não consegue contratar o seguro. É preciso ficar atento, porque a grande maioria dos seguros não tem coberturas para perdas - se esquecer no bar, por exemplo, já era.

Os valores também vão sendo alterados no mesmo esquema de seguros de automóveis, por exemplo. Varia se você for mais jovem ou mais velho e também de acordo com a região em que mora (se ela for mais segura, mais barato; se for mais de risco, aumenta). 

Dicas aos consumidores

Além de ser bom de matemática, quem comprar um seguro para o celular tem que estar com a leitura e interpretação de textos afiada, porque as cláusulas e condições dos contratos não são nada favoráveis para o consumidor entender e exigir seus direitos. 

“É importante não contratar seguros por impulso, ser ler atentamente as condições. Também é direito do consumidor exigir que a seguradora interprete e explique para ele os termos desse contrato, pois muitas vezes ele é feito justamente para confundir, com termos muito técnicos”, diz a assessora técnica do Procon São Paulo, Fátima Lemos.

A clareza é essencial para não sair no prejuízo. Nessa hora, a dica é ter paciência e pesquisar bastante. “Às vezes, a pessoa faz uma compra casada e o valor pequeno atrai. Mas, poucos sabem que pode-se pedir tudo por escrito, o que já ajuda, e também um contrato ou apólice prévia do seguro”, afirma.

O advogado Fernando Paulino alerta as pessoas para que fiquem atentas à questão do furto, pois é uma das principais queixas. “As pessoas têm muita dificuldade em diferenciar roubo de furto, o que, com certeza, gera problema na contratação de serviço de qualquer tipo de seguro, inclusive de celulares”, diz ele. 

O furto é enquadrado, mesmo com boletim de ocorrência, nas chamadas perdas ou quando não há grave ameaça. Nesses casos, a maioria dos seguros não cobre. “O ideal é contratar um seguro que tenha os dois”, diz.

Também é bom ficar de olho no valor . “O ideal é que a cláusula que trata do pagamento seja feita de forma que o contratante do seguro possa, com o valor da indenização, adquirir um aparelho igual ou similar”, explica.

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