Passeio de catraia ajuda a conhecer a cultura portuária de Santos

Trajeto entre Santos e Vicente de Carvalho é opção alternativa de turismo na Cidade

02/02/2018 - 10:20 - Atualizado em 02/02/2018 - 10:20

Durante o passeio, é possível avistar navios de carga e pequenos pescadores (Foto: Nirley Sena/AT)

No dia a dia, elas são usadas como meio de transporte entre Santos e Vicente de Carvalho. Um passeio de catraia a lazer, no entanto, pode desvendar alguns segredos do Porto. Com sorte, ainda dá para navegar ao lado de alguns dos maiores navios do mundo.

O roteiro parte da Bacia do Mercado, em Santos. Cada embarcação comporta até 20 pessoas. Depois de passar por baixo das avenidas que cortam o cais, a catraia chega ao Canal do Estuário e dá de cara com um enorme navio atracado do lado direito.

O passeio continua pelo mesmo lugar onde passam navios que vêm de várias partes do mundo. Dá para conferir o trabalho de carga e descarga em terminais. A bordo da catraia, ao lado de um deles, pode-se sentir minúsculo. No caminho, ainda há pescadores em pequenos barcos.

Florivaldo de Oliveira Júnior, catraieiro há 22 anos, diz que era comum levar grupos de turistas pelo Canal do Estuário. “A gente tinha um convênio com a Prefeitura (de Santos), mas isso já faz uns três anos”, diz. De lá para cá, ele só faz o passeio quando alguém aparece por conta própria.

Segundo ele, ainda é possível conhecer alguns manguezais. “Dá pra ficar uma hora, uma hora e meia por uns R$ 100 ou R$ 150”, calcula.

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Paradas

Do lado de Vicente de Carvalho, a parada para recarregar as energias é no restaurante A Rainha do Norte, a dois quarteirões do desembarque. O lugar prepara, todos os dias, pratos típicos da culinária nordestina, como carne-seca.

Dá, também, para comprar uma grande variedade de produtos daquela região do País, como manteiga de garrafa, farinha de quebra-queixo e inhame.

Maria Aparecida Ferreira da Silva veio de Saloá (PE) há 30 anos e mata a saudade da terra natal comprando algumas coisas. “Queijo, bolo, doce, requeijão, carne-seca e bolacha do norte”, diz ela.

O dono do lugar é Marcos Barbato, descendente de italianos. “Quando meu pai veio para cá, não tinha praticamente nada em Vicente de Carvalho. Ele olhou essa esquina, gostou e abriu um comércio”, relembra.

A Rainha do Norte oferece, também, produtos de artesanato. “O que mais sai são os queijos e as variedades de carne-seca, porque temos variedade. Tem carne-seca de coxão mole, a jabá – que é a ponta de agulha – e paleta”, completa Marcos Barbato.

Na volta, ainda se pode visitar o Mercado Municipal de Santos. O prédio, de riquíssima arquitetura, foi inaugurado em 1902. São 54 boxes que vendem alimentos, artesanato e antiguidades.

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