Orla da Ponta da Praia é interditada para serviços contra erosão e ressaca

Trecho deve permanecer bloqueado pelos próximos 40 dias, quando os geobags já deverão estar no mar

03/01/2018 - 12:20 - Atualizado em 03/01/2018 - 17:07

Trabalhos devem durar cerca de 40 dias para a montagem das estruturas (Foto: Alberto Marques/AT)

O trecho da orla na Ponta da Praia, na altura do Canal 6, em Santos, até as proximidades do Aquário Municipal, começou a ser interditado com tapumes nesta quarta-feira (3). A previsão da Prefeitura é de que a área permaneça bloqueada pelos próximos 40 dias devido aos serviços de preenchimento dos geobags, que serão dispostos no mar em uma tentativa de reduzir a erosão e os impactos das ressacas que atingem o município. 

Além do isolamento da área, caminhões e tratores fazem o transporte de 3 mil m³ areia do trecho entre os canais 1 e 3 até o Canal 7, onde já estão dispostos 4 mil m³ de areia. Serão necessários 7 mil m³ para encher os 49 geobags, cada um com capacidade de 150 mil m³, ou 300 toneladas.

Nesta tarde, está prevista a remoção de parte da mureta da Ponta da Praia para a instalação do maquinário que será utilizado para preencher os geobags na próxima semana.

Estruturas ficarão submersas e travadas no solo. Custo da obra é de R$ 3,2 milhões (Foto: Alberto Marques/AT)

Segundo o engenheiro da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb), Ernesto Tabuchi, as ações serão realizadas no verão devido a menor incidência de ressaca, o que colocaria projeto em risco.

“Se tiver ressaca, todo o trabalho pode ser perdido. Por isso, aproveitamos essa janela meteorológica que é a melhor”.

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Onde serão colocados

Serão montadas duas estruturas submersas: uma a partir da mureta da orla, na altura da Rua Afonso Celso de Paula Lima, que segue mar adentro por 275 metros, e outra paralela ao muro, em direção ao Canal 6, com 240 metros de extensão.

As geobags serão posicionadas e travadas no solo mediante trabalho com embarcações e profissionais como mergulhadores, engenheiros e fotógrafos.

O custo estimado do serviço é de cerca de R$ 3,2 milhões, com verba do Ministério Público Estadual (MPE).

*Com informações de Eduardo Brandão

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