Obras do Parque Tecnológico de Santos devem ficar prontas em 11 meses

Novo prazo foi dado pela Prefeitura. A previsão anterior era janeiro de 2017

13/10/2018 - 20:24 - Atualizado em 13/10/2018 - 20:44

Ao todo já foram investidos R$ 7,83 milhões, oriundos do Governo do Estado (Foto: Carlos Nogueira/AT)

A Prefeitura de Santos afirma que as obras do Parque Tecnológico serão entregues em 11 meses. A Administração diz que 95% da estrutura de concreto está concluída, caracterizando 47% da obra no geral. No total, foram investidos R$ 7.837.923,76, oriundos de repasse do Governo do Estado, enquanto a Administração Municipal apenas cedeu o terreno.

Localizado na esquina das ruas da Constituição e Henrique Porchat, na Vila Nova, o local era para ter sido entregue em janeiro de 2017, com custo de R$ 16,9 milhões. Em relação ao atraso, a Prefeitura esclareceu que, devido à grandiosidade da obra, a licitação demandou maior tempo e foram necessárias adequações no projeto. 

Segundo a Administração, em 2017, a Comissão Municipal de Análise de Vizinhança (Comaiv) entendeu que, como compensação de impacto de vizinhança no terminal, a empresa Ecoporto deveria assumir a finalização da obra.

Para isso, foi feito um Termo de Responsabilidade de Implantação de Medidas Mitigadoras e/ou Compensatórias (Trimmc) com a Ecoporto, gerando uma economia de R$ 6,9 milhões para a Administração e pouco mais de R$ 2 milhões para o Governo do Estado. 

Sendo assim, a Ecoporto assumiu a obra e a Prefeitura rescindiu o contrato com a empresa Ubiratan, que vinha executando os trabalhos. 

Reclamação

As obras são alvo de reclamações de moradores vizinhos. Simone Carvalho tem duas filhas que estudam na UME Professor Avelino da Paz Vieira, próxima ao local. Segundo ela, se o Parque Tecnológico já estivesse em operação, os alunos da escola teriam aulas de robótica dentro da unidade, todos os dias. 

No entanto, sem o equipamento, as crianças participam das aulas no Centro de Atividades Integradas de Santos (CAIS) Colégio Santista apenas duas vezes por semana e em condições que não ideais.

“Como a obra não foi entregue, elas estão em uma área emprestada. É muito precário, há falta de professores”, explicou Simone, que ainda apontou o risco da existência de focos de dengue, além da presença de materiais deteriorados.

“Inacreditável como o nosso dinheiro está sendo jogado fora desta forma, ainda mais quando se trata de Educação”, disse a moradora.

Dengue

Sobre o risco de possíveis focos de dengue e outros danos à saúde, a Prefeitura respondeu que o antigo Colégio Santista e a obra do Parque Tecnológico são cadastrados como imóveis especiais e estratégicos, ou seja, recebem visitas dos agentes da Seção de Controle de Vetores periodicamente. A última vistoria foi no dia 20 de setembro e não foram encontrados focos com larvas.

Educação

Já sobre as aulas de robótica, a Secretaria Municipal de Educação (Seduc) esclareceu que os alunos da UME Avelino da Paz Vieira (6º ao 9º ano) e UME Colégio Santista (2º ao 5º ano) têm aula no Parquinho Tecnológico, um espaço especialmente preparado para o desenvolvimento de aulas de cultura empreendedora, educação financeira, jogos estratégicos, linguagem de programação e robótica.

A Seduc explicou que, como as aulas de robótica estão sendo realizadas nas instalações do Parquinho Tecnológico, no quarto andar do Colégio Santista, o novo prédio não será utilizado para essas atividades. Portanto, não há prejuízo na grade curricular das crianças.

Já com relação à falta de professores, a Seduc esclareceu que as aulas de robótica do período da manhã estão normais e a professora da disciplina do período da tarde está de licença médica e retorna ao final do mês, além de garantir que os conteúdos serão repostos. 

Veja Mais