Novas regras para o cheque especial entram em vigor no dia 1º de julho

Entre mudanças, está o dever dos bancos de oferecer crédito mais barato para quitar dívidas

12/06/2018 - 07:44 - Atualizado em 12/06/2018 - 07:44

Bancos deverão oferecer melhores condições para clientes
sanarem dívidas de cheque especial (Foto: Shutterstock)

Há uma boa notícia a quem tem duas certezas nesta terça-feira (12): que vai agradar no presente do Dia dos Namorados e, com isso, que vai ficar com saldo negativo no banco. As regras do cheque especial vão mudar e os bancos serão obrigados a oferecer crédito mais barato para quitação das dívidas, a partir de 1º de julho.

Entre as principais mudanças está o aviso. Sempre que o cliente entrar no vermelho, obrigatoriamente será alertado pelo banco.

A parte boa é que se o correntista permanecer por mais de 30 dias no cheque especial, usando mais de 15% do limite e se esse valor for maior que R$ 200, terá o direito de receber uma alternativa de crédito para quitação, com juros menores.

A mudança quer estimular o uso consciente do cheque especial, que é uma espécie de crédito pré aprovado para uso de emergência, quando o dinheiro acaba na conta. Na prática, só será mais penalizado com os juros atuais quem ficar no vermelho mais de 30 dias, sem contratar nenhuma forma mais amigável renegociação.

A mudança quer acabar com o hábito de quem trata o cheque especial como extensão do próprio salário, perdendo o controle e se endividando, por conta dos juros. 

Alguns bancos, como o do Brasil e Itaú Unibanco, afirmam que já oferecem linhas de crédito diferenciadas aos clientes que usam o cheque especial com frequência. Outras instituições já contam com financiamentos diferenciados. O que muda, então, é a obrigatoriedade de o cliente receber esse direito, sem distinção entre as instituições financeiras.

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