Mortes no trânsito reduzem em 14,3% em 2017, diz órgão do Estado

O cálculo é feito pelo Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, com informações do Infosiga-SP

13/02/2018 - 07:35 - Atualizado em 13/02/2018 - 07:35

Velocidade e imprudência são elementos comuns aos acidentes fatais (Foto: Rogério Soares / A Tribuna)

Consequência de uma fiscalização mais rigorosa em prol das leis de trânsito, o número de mortes em acidentes na Baixada Santista despencou 14,3% entre 2016 e 2017. Os números são do Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, com base às informações do banco de dados do Governo do Estado, o Infosiga-SP. Homens e jovens são maiorias das vítimas fatais.

A região registrou 263 óbitos no ano passado, ante a 307, em 2016. Cubatão (8,3%), Praia Grande (27,3%) e Peruíbe (75%) foram os únicos municípios com alta nesse indicador. A maior segurança no trânsito foi puxada pelas expressivas quedas de Guarujá (-44,4%), Mongaguá, São Vicente (ambas com -40%) e Bertioga (-32,4). Itanhaém manteve-se estável. Já Santos teve sensível redução (-6,9), com 4 mortes a menos nos dois períodos de análises (foram 58, em 2016, e 54, no ano posterior). 

Acidentes com motos e atropelamentos de pedestres são as principais causas de óbito. Mais de um terço das vítimas (36,32%, ou 207 pessoas) era de motociclistas, seguidos por pedestres (25,44%, ou 145). 

Velocidade

Para o instrutor de auto-escola e especialista em direção defensiva, João Salles de Freitas, excesso de velocidade e imprudência dos condutores são os principais motivos para os acidentes fatais. Ele cita também o uso de celular ao volante. 

O mapeamento do Governo do Estado indica 78% dos acidentes foram provocados por homem e um quinto das vítimas (22%) tinham entre 18 e 29 anos. “Jovens do sexo masculino costumam assumir riscos ao volante. E isso se deve também com o consumo de álcool”, diz o médico e diretor da Associação Brasileira de Medicina de Trafego (Abramet), Alberto Francisco Sabbag.

Metade dos acidentes fatais ocorreu nos períodos da noite ou madrugada. Das 570 vítimas fatais registradas na região entre 2016 e 2016, 290 mortes (50,9%) foram provocadas após as 18 horas. Perda do campo visual e sono dos condutores são algumas das explicações para esses números.

“Comportamentos de risco, como beber e dirigir e excesso de velocidade, são acentuados nesse período”, explica a coordenadora do Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, Silvia Lisboa.

O também diretor da Abramet, Dirceu Rodrigues Alves, chama a atenção para o uso de celular, GPS ou demais apetrechos nos veículos. Eles representam a quarta maior causa de acidentes ao volante, atrás do excesso de velocidade, uso de álcool e imprudência. 

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