Moradores de prédio interditado em PG ainda não sabem quando voltarão para casa

Edifício localizado no Canto do Forte foi evacuado na noite da última quarta, após danos em uma das colunas

28/02/2018 - 14:35 - Atualizado em 28/02/2018 - 14:36

Coluna de sustentação de edifício ficou completamente rachada  (Foto: Luigi Bongiovanni/AT)

Uma semana depois de um prédio no Canto do Forte, em Praia Grande, ser evacuado após danos registrados em uma das colunas de sustentação, moradores continuam sem saber quando poderão voltar para casa. 

O acidente aconteceu na noite da última quarta-feira (21). O edifício, localizado na Rua Brigadeiro Faria Lima, foi interditado e os 18 moradores se abrigaram, provisoriamente, na casa de familiares ou em um hotel na Cidade. 

Na última sexta-feira (23), conforme noticiado por A Tribuna On-line, estruturas metálicas foram instaladas na garagem do edifício. Uma empresa contratada pelo próprio prédio instalou os equipamentos para apoiar a construção. A princípio havia sido apurado que apenas uma coluna tinha rachaduras, mas, durante perícia, técnicos constataram fissuras e trincas em outras partes do edifício. 

Prédio está localizado no Canto do Forte, uma
quadra da praia (Foto: Luigi Bongiovanni/AT)

Drama

À Reportagem, uma das moradoras, que não quis se identificar, afirmou que, por enquanto, não há previsão de quando o prédio será liberado aos moradores. Ela, que está com a mãe em um outro apartamento na Cidade, relatou que, desde a evacuação do edifício, os gastos da família só aumentaram. 

“Está sendo complicado. Estamos em um apartamento pequeno, que alugávamos para ter uma renda extra. Porém, aqui não tem nenhuma estrutura. Todas as nossas coisas ficaram lá. Sem panelas, precisamos pedir comida fora todos os dias. Gastos que não estávamos preparadas”, lamenta. 

Ainda segundo a moradora, a situação é ainda pior para quem está hospedado em um hotel. “Há uma semana não sei o que é dormir direito, mas a nossa situação é ainda melhor do que a de outros, que estão em hotéis e gastando bem mais”. 

Conforme a moradora, a fim de facilitar a comunicação da síndica do edifício com os moradores, um grupo foi criado no WhatsApp. É por lá que chegam as informações a respeito dos trabalhos executados no condomínio. 

“Além deste grupo, por onde a síndica vai informando todas as novidades, sempre que ligamos ela nos atende prontamente. Como ela também mora lá, tem tanto interesse quanto nós e está preocupada com todos”, afirma. 

Ainda nesta quarta-feira, conforme a moradora, uma nova reunião será realizada no edifício. 

Em nota, a Administração Municipal informou que aguarda a apresentação de um laudo técnico profissional habilitando, referente à parte estrutural com a respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica (ART). Até que seja apresentado o documento e, caso necessário, executados os serviços para recuperar a estrutura, o prédio permanecerá desocupado.

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