Ministério Público exige mais pontos de vendas nas estações do VLT

Órgão esteve acompanhado do Procon-Santos, em fiscalização realizada na Cidade

07/03/2018 - 18:45 - Atualizado em 07/03/2018 - 19:50

Restrição de pagamento em dinheiro tem prejudicado usuários (Foto: Nirley Sena/AT)

O Ministério Público do Estado (MPE) cobrará do consórcio BR Mobilidade a implantação de mais pontos de venda de passagens no entorno das estações com horário compatível ao da operação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Isso porque os usuários vêm sendo prejudicados com a restrição de pagamento em dinheiro nas estações. 

Nesta quarta-feira (7), o promotor Ézio Benito Ferrini Junior e o coordenador  do Procon-Santos, Rafael Quaresma, vistoriaram as estações do VLT. Eles constataram que, das sete estações em Santos, só duas (Conselheiro Nébias e Washington Luís) têm, nas proximidades, algum ponto de venda que aceite dinheiro e funcione 24h. Na maioria dos demais locais, o horário máximo é 20h30, sendo que o VLT roda até 23h30.

“Um consumidor que não tenha o cartão ou queira comprar ou carregar o cartão fica tolido nesse seu direito de utilizar o serviço, porque não tem onde pagar com dinheiro, em regra das 20h30 às 23h30”, diz Quaresma.

Na Estação Porto, não havia papel com a indicação dos pontos de venda próximos, o que também é uma irregularidade, de acordo com o coordenador do Procon-Santos.

Em 26 de dezembro do ano passado, os funcionários deixaram de comercializar passagens nas estações, em razão da insegurança. Com dinheiro em mãos, os vendedores eram alvos de constantes assaltos.

Nos pontos de parada, a única opção para quem não possui o BR Card é adquirir o cartão unitário na máquina de autoatendimento que há na entrada. Ela só aceita cartão de débito.

Porém, para o promotor, apenas um equipamento não é suficiente para atender a demanda. “Uma máquina de bilhetagem só por estação é muito pouco, porque, dependendo da quantidade de passageiros, vai gerar fila e o pessoal vai perder o tempo. Isso aliado à dificuldade que os idosos têm de comprar o bilhete”, avalia Ézio.

Durante a vistoria na Estação Ana Costa, um passageiro teve de passar o cartão na catraca para dois outros usuários, porque havia fila para comprar a entrada na máquina e o vagão estava partindo.

Providências

O próximo passo é a elaboração de um relatório sobre a vistoria, a ser anexado ao inquérito civil público aberto pelo MPE em novembro.

“Nós vamos postular, dentro do próprio inquérito, a colocação de mais máquinas e ampliação dos locais de venda externos para horário compatível com o horário de funcionamento do VLT”, explica Ézio, salientando que, atualmente, está havendo prejuízo aos consumidores.

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