Marinha interdita barca por falta de segurança e gera filas na travessia de balsas

Segundo a Dersa, três das quatro embarcações disponíveis passaram por vistoria

11/10/2018 - 15:12 - Atualizado em 11/10/2018 - 19:44

Filas se formaram após Marinha iniciar vistoria em barcas da travessia (Foto: Rogério Soares/AT)

A Marinha do Brasil interditou, na manha desta quinta-feira (11), a barca "Itapema", uma das cinco utilizadas pela Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) na operação de travessia de passageiros entre Santos e o Distrito de Vicente de Carvalho, em Guarujá. O motivo foi a falta de segurança.

A embarcação foi construída na década de 1960 e tem capacidade para transportar 200 pessoas. De acordo com a Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), a Itapema foi lacrada durante vistoria surpresa realizada por peritos, às 11h. 

Segundo com a estatal responsável pelo serviço, a Marinha realizou vistoria em três das quatro lanchas atualmente disponíveis na Travessia Santos/Vicente de Carvalho. Com isso, apenas a barca LS-05, com capacidade para 400 passageiros e entregue no dia 21 de setembro, operou durante o período.

As filas para em embarque apresentaram tempo de espera de 40 minutos. A Dersa informou que a situação foi normalizada por volta das 13h45, com a entrada em operação da lancha Paicará, e o tempo de espera caiu para 20 minutos, padrão para o período. A barca Itapema foi liberada no final da tarde.

Apenas embarcação LS-05 operou durante a vistoria da Marinha (Foto: Rogério Soares/AT)

Histórico de problemas

A travessia de barcas entre Santos e Vicente de Carvalho, em Guarujá, tem sido alvo constante de fiscalização por órgãos de defesa do consumidor das duas cidades.

Em 3 de julho, o Procon de Guarujá encontrou diversas irregularidades após vistoriar as embarcações.  Foram diagnosticados problemas de higiene, depredação e manutenção, tanto nas embarcações como nas plataformas de embarque. Os pontilhões que dão acesso às barcas na estação de Vicente de Carvalho estavam corroídos e na iminência de desabarem, apontou à época o diretor do órgão, José Roberto Mendez Reinaldo.

Dois dias depois, foi a vez do Procon de Santos fiscalizar a operação, De acordo com o coordenador do órgão, Rafael Quaresma, sujeira, falta de limpeza na estrutura do terminal, principalmente em banheiros, além de problemas no piso tátil e ferragens expostas foram alguns dos problemas constatados durante a fiscalização

A operação da travessia de balsas entre Santos e Vicente de Carvalho também entrou na mira do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE). O órgão abriu inquérito civil para investigar a prestação do serviço.

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