Mais de 1,5 mil reclamações contra a Caixa já foram registradas pelo Procon

Nesta sexta, o assunto voltou a ser discutido em audiência pública; novo mutirão será no dia 26

17/02/2018 - 17:55 - Atualizado em 17/02/2018 - 18:11

Nos mutirões, clientes lesados após o assalto podem
relatar (Foto: Fernanda Luz/AT)

Mais de 1,5 mil reclamações de consumidores que possuíam joias em contrato de penhor,  e foram lesados pelo assalto à agência da Caixa Econômica Federal, no Centro de Santos, já foram registradas pelo Procon-Santos. Um novo mutirão de atendimento está programado para o próximo dia 26, das 9h às 17 horas, no auditório da Secretaria de Educação (Praça dos Andradas, 25/34). As queixas formalizadas servirão de base para ação do Ministério Público Federal (MPF). 

 

Nesta sexta-feira (16), a situação dos clientes voltou a ser discutida em audiência pública realizada na Câmara de Santos. O encontrou, realizado no Auditório Vereadora Zeny de Sá Goulart, a pedido do vereador Ademir Pestana (PSDB), reuniu centenas de consumidores prejudicados após o assalto. 

Foram convidados o coordenador do Procon/Santos, Rafael Quaresma, além de representantes do Ministério Público e Associação e Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor. Nenhum representante do banco compareceu à audiência. 

“Tentamos, por diversas vezes, iniciar o diálogo com o banco e expor o ponto de vista dos consumidores lesados. Porém, a Caixa encerrou a negociação unilateralmente. Por isso, estamos unindo forças aos vereadores e buscando apoio do Ministério Público Federal para retomar o diálogo e conseguir um ressarcimento justo”, explicou Quaresma.

Assalto

O assalto à Caixa ocorreu na agência localizada na Rua General Câmara, em dezembro do ano passado. Na ocasião, a quadrilha entrou na agência com roupas da Polícia Militar. Dois funcionários foram rendidos, por volta das 11 horas, e o bando efetuou o crime, deixando o local por volta das 18 horas. 

O número de pessoas que tiveram os pertences levados pelos ladrões não foi divulgado pela Caixa. Também não houve a divulgação do montante levado do cofre. 

Atualmente, o banco está oferecendo para alguns consumidores o valor da joia mais 50%. Ou seja, se o produto custa R$ 1.000, a Caixa oferece R$ 1.500.

Porém, para Quaresma, é necessário ter acesso às documentações para definir o valor da indenização. "Somente com as informações dos contratos poderemos definir o valor da indenização. Vamos lutar pelo consumidor".  

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