Interdições para obras no Deck do Pescador são suspensas após problema em guindaste

Obras na Ponta da Praia começaram nesta quarta-feira, mas a demolição das vigas, previstas para esta manhã, não ocorreu

12/09/2018 - 12:38 - Atualizado em 12/09/2018 - 13:13

Reforma no ponto turístico ocorre dois anos após uma forte ressaca ter destruído a estrutura (Foto: Rogério Soares/AT)

As interdições previstas na Avenida Bartolomeu de Gusmão, no sentido José Menino/Ponta da Praia, em Santos, na manhã desta quarta-feira (12), foram suspensas. 

O bloqueio no trânsito estava previsto para ocorrer entre 8h e 16 horas, em razão da demolição do Deck do Pescador. Porém, um problema em um guindaste da empreiteira contratada para executar o serviço, impediu que o serviço no local fosse executado.  Por enquanto, não há previsão de quando o equipamento estará disponível. 

Conforme noticiado por A Tribuna On-Line, aproximadamente 30 vigas, com 1,7 toneladas cada, devem ser retiradas durante os trabalhos. Elas foram cortadas por mergulhadores e, por conta do peso, seriam içadas por um guindaste para que possam ser transportadas em caminhões. A expectativa é que sejam removidas 51 toneladas de concreto, além das estruturas de metais. 

A reforma do Deck do Pescador, um dos principais pontos turísticos da Cidade, tem previsão de entrega em novembro. Os trabalhos ocorrem dois anos após uma forte ressaca ter destruído a estrutura. 

Quando as obras forem concluídas, a área do local será inferior à que tinha antes do incidente: cairá de 70 metros para pouco mais de 20 metros lineares de área de utilização. Segundo a Secretaria de Infraestrutura e Edificações, a redução foi definida para evitar novas reformas no local após outras ressacas. Dessa forma, restará apenas a parte do meio do espaço, ainda aberta.

Expectativa

Antigos frequentadores do local e moradores da Ponta da Praia aguardam, com expectativa, pela reforma do Deck. A Tribuna On-line conversou com duas pessoas que estavam nas imediações.

Luiz Prado, de 59 anos, é morador da Ponta da Praia há 8 anos, e caminha pela orla do bairro com frequência. Ele diz que presenciou a ressaca que destruiu o deck, em 2016, e lamenta que o local continue da mesma forma por tanto tempo.

Ele também considerou preocupante a redução da área do deck, que deixará de ter 70 metros para ter 20. "Muita gente frequentava o deck, às vezes pescadores nem conseguiam acessar, por estar cheio. Então eu acho que (a redução) não tem cabimento", disse. Mesmo assim, ele acredita que o ponto voltará a ser um sucesso quando a reforma for concluída.

Jailson de Jesus Pereira, de 34 anos, pescava ao lado do deck quando foi abordado pela Reportagem. Ele, que é de Santos, costumava frequentar o local no período noturno, e ponderou a demora para o início das obras. Mesmo assim, disse que a reforma é relevante.

"A maior população da cidade é idosa, em quem (essa demora) reflete muito, pois era um espaço onde eles se distraíam. Mas também tinha quem usava o deck para pescaria, ou até mesmo quem só visitava. Era um atrativo", afirmou.

Para ele, toda cidade litorânea tem que ter um deck do pescador, especialmente Santos, que ele considera uma referência da Baixada Santista. Além disso, Jailson questionou a redução do seu espaço útil. "Eu vou ter que procurar outros lugares, mas me preocupa as pessoas que não têm como se locomover, como os idosos. Vai ficar difícil para eles", finalizou.

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