Iniciados preparativos para instalação de bags de projeto contra erosão

Obras na Ponta da Praia foram retomadas nesta semana, após um mês de imbróglio judicial

08/02/2018 - 08:53 - Atualizado em 08/02/2018 - 08:59

Obras têm como objetivo minimizar os efeitos das ressacas (Foto: Carlos Nogueira/AT)

Após quase um mês de imbróglio judicial, continuam nesta semana os trabalhos para a implantação da barreira feita com geobags na Ponta da Praia, em Santos. A estrutura tem como objetivo minimizar os efeitos das ressacas e do processo erosivo na orla. 

Por enquanto, a areia de assoreamento está sendo removida da praia do Canal 2 e levada para a altura do Canal 6. Para o preenchimento dos bags serão usados 7 mil metros cúbicos de areia. 

Na última quarta-feira (7), funcionários da Submar, empresa que realiza a obra do projeto piloto, também começaram a abrir os tapetes que serão instalados no local. Serão utilizados mais de 500 metros desses tapetes. Eles ficarão embaixo dos bags que serão preenchidos com areia da praia. A estimativa é que a intervenção no local seja concluída na primeira quinzena de março. 

Tapetes que ficarão embaixo das geobags já começaram a ser instalados (Foto: Carlos Nogueira/AT)

Como funciona

Para a formação da barreira em formato de “L” serão necessários 49 bags. Uma estrutura começará a partir da mureta da praia, na altura da Rua Afonso Celso de Paula Lima, e terá 275 metros. A outra ficará paralela ao muro com 240 metros de extensão.

Cada bag será posicionado pelos mergulhadores sobre o tapete, embaixo da água. Eles encaixarão no bag o tubo para levar a areia que será bombeada com o auxílio de uma draga. Depois de enchido, cada saco pesará cerca de 300 toneladas.  

O projeto piloto da Ponta da Praia é embasado em nota técnica desenvolvida por pesquisadores da Unicamp, e que foi disponibilizada para a Prefeitura por intermédio de convênio sem custos para a Administração. A execução da obra custará R$ 2,9 milhões, recurso liberado pelo Ministério Público Estadual, resultado de multa ambiental por acidente ocorrido no Porto de Santos.

Por se tratar de modelo físico montado em tamanho real e no local, também servirá para ampliar conhecimentos que indicarão intervenções definitivas para conter o processo erosivo acentuado nos últimos anos.

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