Idosa passal mal e espera por mais de 4 horas por ambulância do Samu

Caso aconteceu na Vila Tupi, em Praia Grande; filho e vizinha denunciam descaso

31/08/2018 - 17:10 - Atualizado em 31/08/2018 - 17:19

Uma idosa de 71 anos, moradora da Vila Tupi, em Praia Grande, amargou por mais de quatro horas à espera de socorro após se sentir mal na manhã desta sexta-feira (31). Segundo relata o filho, Aparecido Almendro Arena, a mãe, Aparecida, acordou se queixando de dor no peito. Ela também teria apresentado fraqueza, tremores e chegou a desmaiar, mais cedo. Uma vizinha, que também é amiga da idosa, chamou o filho pedindo por socorro. 

“Ontem à noite (30) ela já tinha começado a passar mal e piorou. Quando foi pouco antes do meio-dia, liguei para o Samu e me informaram que todas as ambulâncias estavam em atendimento. Por isso, teria que aguardar”. 

Ao perceber a demora para o resgate, o filho conta ter insistido nas ligações e que, por inúmeras vezes, foi informado de que todas as ambulâncias estavam em uso, sendo que uma seria enviada à casa da família assim que liberada. O que aconteceu por volta das 16 horas.

“Um médico chegou a falar comigo por telefone e disse que eu poderia dar dipirona para aliviar um pouco a dor. Mas isso é um absurdo. Ela mal consegue ficar de pé e fizemos o chamado antes de meio-dia”, lamentou. 

A vizinha e amiga da idosa também criticou a demora do resgate e entrou em contato com a Reportagem a fim de chamar a atenção para o descaso da paciente. “Ela está muito debilitada. Já teve trombose um tempo atrás. Hoje, chegou a cair no portão de casa, quando se sentiu mal. Estamos preocupados com ela e revoltados com tamanho descaso”, relatou a modelista Nilda Pedrino de Oliveira, 72 anos. 

A idosa foi levada por volta das 16 horas para uma unidade de saúde, onde foi medicada e espera para a realização de exames.

Resposta

Procurada, a Prefeitura de Praia Grande explicou que as informações passadas sobre o quadro da paciente em contato telefônico solicitando o serviço resultaram na classificação denominada ‘verde’, de acordo análise e entendimento do médico regulador, que fica na Central do Samu Regional, em Itanhaém. Desta forma, casos considerados mais graves foram priorizados.

Ainda conforme a Administração Municipal, apenas um veículo de sua frota do Samu não foi utilizado nesta sexta-feira (31) para manutenção. As demais continuaram operando normalmente. 

Os trabalhos necessários estão sendo realizados e ainda nesta sexta-feira o veículo será liberado para voltar a rodar. 

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