Febre amarela se alastra e pode chegar a áreas urbanas

Já são 206 notificações e 53 mortes suspeitas da doença em todo o País

19/01/2017 - 15:00 - Atualizado em 19/01/2017 - 15:00

Depois de dengue, zika e chikungunya, a febre amarela é o assunto da vez no País. Os surtos em Minas Gerais e Espírito Santo, inclusive com oito mortes confirmadas, chamaram atenção para a doença, com risco de letalidade mas que pode ser evitada com uma vacina.

Os casos estão concentrados em zonas rurais. Já são 206 notificações e 53 mortes suspeitas em 29 municípios. Nesta quarta-feira (18), a Secretaria Estadual de Saúde de Minas confirmou que oito mortes foram mesmo provocadas por febre amarela. Ela pode ser de dois tipos: silvestre e urbana. A silvestre é a vilã da vez, transmitida pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes.

Doenças urbanas não são registradas no Brasil desde 1942, quando ocorreu pela última vez no Acre. Neste caso, o transmissor é o Aedes aegypti. “Os casos humanos estão acontecendo porque as pessoas entram na mata e são infectadas. Se a pessoa infectada vier para a cidade e for picada pelo Aedes, o vírus começa a circular na cidade”, afirma Horácio Teles, membro do Conselho Regional de Biologia de São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Os sintomas iniciais são febre, dor de cabeça, dores pelo corpo, enjoo, vômito e fraqueza. Nos casos graves, há febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos) e hemorragia.

O Ministério da Saúde informou ter enviado 1,6 milhão de doses extras da vacina contra febre amarela a Minas Gerais, além de 500 mil para o Espírito Santo, 350 mil para o Rio de Janeiro e 400 mil para a Bahia, como prevenção pela proximidade com cidades mineiras.

A vacina contra a febre é a única forma de evitar a doença e está disponível o ano todo na rede pública de saúde. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo disse que houve distribuição de 235 mil doses extras da vacina para todo o Estado.

Chegada à cidade

A infectologista Rosana Richtmann, do Comitê de Imunização da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), também vê risco e diz que o jeito é impedir a disseminação do vírus. “É fundamental intensificar a vacinação nessas regiões onde tão acontecendo os fatos. Quanto mais conseguimos conter a febre silvestre, melhor”.

Já a infectologista Helena Brigido é menos pessimista. “É difícil chegar às cidades. Primeiro que o Aedes não é um bom transmissor da febre amarela. E também porque está havendo uma mobilização”.

Imunização

Bertioga
- UBS Boraceia: Rua Mário Schemberger, s/nº
- UBS Vista Linda: Rua José Carlos Pace, 31
- UBS Indaiá: Rua São Francisco do Sul, s/nº
- UBS Jardim Vicente de Carvalho: Rua Epifânio Baptista, 637
- UBS Central: Rua Alberto Augusto de Andrade, s/nº, Maitinga 

Cubatão
Centro de Imunização: Av. Martins Fontes, 132, Vila Nova

Guarujá
UBS Santa Rosa: Rua Manoel da Cruz Michael, 133
- Usafa Jardim Boa Esperança: Rua Adriano Dias dos Santos, 533

Itanhaém
USF Centro: Av. Tiradentes, s/nº

Mongaguá
USF Pedreira: Rua Antônio Cordeiro Mendes, 204
- USF Flórida Mirim: Av. Monteiro Lobato, 12.056

Peruíbe
- Casa da Mulher: Rua Rosa Gatti Fortuna, 50, Centro

Praia Grande
Multiclínica Boqueirão: Av. Presidente Kennedy, s/nº, Boqueirão

Santos
Policlínica da Aparecida: Av. Pedro Lessa, 1.728
- Policlínica da Vila Mathias: Rua Xavier Pinheiro, 284, Encruzilhada

São Vicente
UBS Central: Av. Antônio Emmerich, 509, Vila Mello

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