Estado encerra campanha, mas SV e Cubatão mantêm imunização

As duas cidades ainda não atingiram a meta de 95% das crianças vacinadas contra o sarampo e pólio

14/09/2018 - 08:49 - Atualizado em 14/09/2018 - 09:15

No Estado de São Paulo, a campanha se encerra nesta sexta-feira (Foto: Fotos Públicas)

O Governo do Estado encerra nesta sexta-feira (14) a campanha de vacinação contra sarampo e poliomielite (paralisia infantil). Porém, em São Vicente e Cubatão, as doses continuarão sendo aplicadas. O objetivo é ampliar ainda mais o número de crianças imunizadas contra as doenças. 

 

Em São Vicente, conforme informações da Secretaria de Saúde, já receberam a dose 15.761 crianças, o que corresponde a 85,19% da meta de cobertura vacinal, que é de 95%. O público-alvo da campanha é de 18.501 crianças com idades de um até quatro anos, 11 meses e 29 dias.  

Segundo a chefe do Departamento de Vigilância Epidemiológica de São Vicente, Elenice Cristina de Souza, a baixa adesão à campanha se dá pelo medo que os pais têm das reações das vacinas que, em comparação com a própria doença, é mínima.

“Outro fator importante para a baixa cobertura é que, em alguns casos, a criança está com as vacinas do calendário básico em dia, e seus responsáveis acreditam que não há a necessidade de tomar a dose de reforço da campanha. Além disso, quando se trata de doenças eliminadas ou erradicadas, a população tem mais dificuldade de enxergar seus perigos”, afirma Elenice.

Já em Cubatão, conforme boletim divulgado pela Vigilância Epidemiológica, na última quinta-feira (13), a Cidade atingiu apenas 80,47% da meta de vacinação. Até o momento, apenas 5.693 receberam a dose contra as doenças. Por isso, as vacinas continuam disponíveis nas unidades de saúde do Município. 

Restante da região 

A Baixada Santista, na média das nove cidades, superou o público-alvo estipulado, com 96,1% de crianças protegidas contra paralisia infantil e 95,5% para sarampo.  

A vacina é contraindicada para crianças imunodeprimidas, como as submetidas a tratamento de leucemia e pacientes com câncer. As que têm alergia à proteína lactoalbumina, presente no leite de vaca, devem receber imunização contra sarampo produzida pelo laboratório BioManguinhos. 

O Estado não registra pólio há 30 anos e, desde 2000, não tem casos autóctones (contraídos no território) de sarampo.

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