Dono de hotel é indiciado por morte de menina de Guarujá

A vítima tinha 7 anos e estava com a família em Santa Catarina. Cabelo foi sugado pelo ralo da piscina

30/09/2017 - 17:30 - Atualizado em 30/09/2017 - 18:58

Rachel tinha 7 anos e havia viajado para comemorar o aniversário (Foto: Arquivo Pessoal)

O dono do Sanfelice Hotel, em Balneário Camboriú (SC), foi indiciado pela morte da menina Rachel Novaes Soares, de 7 anos, que morava em Guarujá e estava viajando para comemorar seu aniversário quando se afogou após ter o cabelo sugado pelo ralo da piscina infantil. O acidente ocorreu no dia 16 de julho desse ano, em uma piscina com 60 centímetros de profundidade. 

Para o delegado Vicente Soares, que cuida da investigação do caso, o dono do hotel foi considerado negligente por não instalar o dispositivo para interromper a sucção da piscina no caso de incidentes como este. Ele afirma que se baseou em uma lei municipal que obriga os estabelecimentos com piscina a terem o dispositivo.

O inquérito foi concluído pela Polícia Civil e encaminhado na quinta-feira (28) ao poder judiciário. O Ministério Público tem até 15 dias para decidir se aceita a denúncia. O empresário pode ser acusado de homicídio culposo, ficando sujeito a cumprir pena de um a três anos de detenção.


Alvarás em dia, diz advogado

De acordo com Luiz Eduardo Cleto Righetto, advogado do hotel, o local estava com o alvará da Prefeitura e do Corpo de Bombeiros em dia e, até o momento do acidente, não havia nenhuma exigência sobre a instalação da bomba de sucção.

"Aguardamos a manifestação ministerial pelo arquivamento, já que o hotel cumpria rigorosamente as determinações impostas. As orientações deveriam vir em novembro, quando vence o alvará. Porém, o hotel se solidariza pela morte da menina e deu todo o atendimento para a família, mas não pode ser responsabilizado pelo o que aconteceu". 

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