Diretoria da associação dos motoristas de aplicativos toma posse em Santos

Grupo garante que pretende lutar por um mercado de trabalho para todos

19/06/2017 - 19:04 - Atualizado em 19/06/2017 - 19:21

 

 

Na Câmara, os trabalhadores também cobraram um posicionamento dos vereadores 

Motoristas de aplicativos estiveram na tarde desta segunda-feira (19) na Câmara Municipal de Santos para oficializar a posse do presidente da recém-criada Associação dos Motoristas de Aplicativos da Baixada Santista (Amabs).

De acordo Bruno Martins, presidente eleito pelos próximos dois anos, a Amabs foi pensada a fim de que os condutores se unam e tenham uma representação para discutir assuntos de interesse da categoria.

“A ideia (da Associação) surgiu quando vimos, no último protesto dos taxistas, um deles dizendo que teria morte (devido à concorrência) e pensamos: em vez de se preocupar em trazer melhorias para a categoria; criar gatilhos dentro de uma nova lei, que ajudem os taxistas a evoluírem e chegarem na modernidade, não, ele está ameaçando de morte”.

Martins explica que a Amabs representa 2.902 profissionais - com base nos integrantes dos 30 grupos de WhatsApp – e que pretende agregar valor ao serviço de transporte oferecido na região, não somente tirar vantagem da situação em uma futura regulamentação.

“(A regulamentação) nos moldes de São Paulo seria boa para nós e para eles (taxistas) não. Santos é um celeiro de muitas coisas, como novos políticos e ideias. Portanto, temos que fazer algo novo para que seja replicado em vários municípios do País. Precisa ser uma mudança que não acabe com o trabalho do táxi ou favoreça somente o Uber, mas uma ação que una essas duas categorias”, defende.

Perspectiva de proposta

Antes de levar qualquer projeto à Companhia de Engenharia e Tráfego de Santos (CET) ou para a Prefeitura, a Amabs informou que vai aguardar do Executivo um retorno sobre a proposta apresentada pelos taxistas.

“Em cima disso, pegaremos o que foi feito em São Paulo, Balneário Camburiú e demais cidades onde os serviços de aplicativos foram regulamentados, para fazer um apanhado de ideias e formular uma proposta que sirva para as duas classes”.

 

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