Dia de Combate ao Glaucoma é celebrado nesta sexta-feira

Dença é caracterizada pelo aumento da pressão intraocular que provoca lesões no nervo ótico

26/05/2017 - 10:35 - Atualizado em 26/05/2017 - 10:36

A unica maneira de prevenir é realizando exames regularmente (Foto: Alexsander Ferraz/ A Tribuna)

Quatro em cada cinco brasileiros com glaucoma sequer desconfiam do mal que sofrem. E pior: não sentem nenhum sintoma que identifique a doença, uma das que mais provocam cegueira irreversível em todo o mundo. É o que revela o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, que celebra nesta sexta-feira (26) o Dia Nacional de Combate à patologia. 

A data chama atenção para a rotina periódica de exames oftalmológicos. De acordo com o professor doutor em Oftalmologia e diretor do Hospital Visão Laser, Marcelo Colombo Barboza, a visita regular ao especialista é única maneira de se identificar a doença. 

Ele explica que o glaucoma se caracteriza pelo aumento da pressão intraocular que provoca lesões no nervo ótico e, como consequência, comprometimento da visão. “O paciente não sente nenhum incômodo ou sintoma. E como a alteração do campo visual corre pelas laterais, quando percebe a doença pode ser num grau irreversível”, explica. 

Barboza acrescenta que isso acontece quando a área de drenagem do humor aquoso deixa de funcionar adequadamente e o líquido fica represado dentro do olho. “Em muitos casos, o uso de colírios específicos reduz essa pressão”, comenta. Nessa ocasiões, o paciente é monitorado para verificar a eficácia do tratamento. 

A médica especializada em oftalmologia, Cristiane Andrade Coelho Ruiz, diz que apenas nos casos mais graves os pacientes devem ser submetidos à cirurgia. “Esse procedimento é usado quando se esgota todas as possibilidades”. Ela destaca que até 80% dos diagnósticos são reversíveis com medicação. “A maneira mais eficiente de combater essa doença silenciosa é a realização de exames, que ficam prontos em menos de dois minutos”.

Cristiane indica a visita ao oftalmologista uma vez ao ano. Já os grupos de risco devem ir ao especialista a cada quatro meses. “Quando o paciente percebe que a visão não está boa, ele já perdeu cerca de 50% do campo visual”.

Além do fator genético (casos na família), são mais suscetíveis ao glaucoma pessoas com 40 anos, afrodescendentes, pessoas com miopia, diabéticos e quem faz uso indiscriminado de colírio de corticoide. Conforme projeções do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, 1,2 milhão de brasileiros têm a doença.

Alerta

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o glaucoma é considerado a segunda maior causa de cegueira irreversível no mundo (fica atrás somente da catarata). 

A doença afeta cerca de 65 milhões de pessoas no planeta, e motivo de 4,5 milhões de casos de perda total de visão, segundo a Associação Mundial do Glaucoma. 

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