"Detector de Corrupção" ajuda eleitor a escolher melhor o candidato

Aplicativo rastreia condenações e ações judiciais do histórico de políticos em todo o País

09/05/2018 - 08:33 - Atualizado em 11/05/2018 - 14:21

Aplicativo também tem extensão para Google Chrome, chamado "A Cor da Corrupção" (Foto: Alexsander Ferraz/AT)

A onda de escândalos na política brasileira tem despertado o interesse dos cidadãos para o histórico dos candidatos. A menos de cinco meses das eleições gerais, o site Reclame Aqui, em parceria com a Agência de Publicidade Grey, lançou uma ferramenta que pode ajudar o eleitor na hora do voto: o Detector de Corrupção.

Trata-se de um aplicativo gratuito que permite verificar, por meio de reconhecimento facial (foto) ou pesquisa por nome, se um político foi condenado ou responde a algum processo na Justiça.

A ferramenta rastreia informações em diversas instâncias jurídicas: Supremo Tribunal Federal (STF), Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Tribunais de Justiça dos Estados (TJs). Já os processos que correm em segredo de Justiça não são incluídos na busca.

Disponível para Android e iOS, há ainda extensão para o navegador Google Chrome chamada "A Cor da Corrupção". O plugin, durante a navegação, faz com que o nome de qualquer político com pendências na Justiça seja destacado em roxo. As pendências consideradas pela extensão são as que resultaram em condenação, mas o app também informa os processos e inquéritos abertos que ainda não foram totalmente apurados.

Quem é verificado?

Nos bancos de dados do app há governadores e vices, deputados federais que foram eleitos a partir de 2014, senadores eleitos desde 2010, presidentes e vice-presidentes que ainda estejam vivos, candidatos à presidência e aos governos estaduais listados no Datafolha e Ibope.

Já quanto aos políticos anunciados como pré-candidatos para as eleições de 2018, o banco do app inclui aqueles que querem se tornar presidentes e governadores.

Aprovado

Membro do Movimento Voto Consciente, Marco Videira classifica o aplicativo como positivo. “É mais uma ferramenta que vem para somar com outras plataformas. É importante ter iniciativas deste tipo para dar cada vez mais transparência para o processo seletivo de candidatos”.

Mas, Videira alerta para os riscos de má interpretação. “O eleitor precisa ler com atenção e tomar cuidado com os riscos de interpretação. É preciso verificar se o candidato já foi julgado ou se está respondendo algum processo na Justiça”.

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