Dersa refaz projeto de acesso à balsa e mudanças devem começar antes do verão

Novo modelo deve economizar tempo e dinheiro; objetivo é resolver nó viário no entorno do Mercado de Peixe

31/08/2018 - 10:47 - Atualizado em 31/08/2018 - 10:47

Expectativa é que acesso à travessia seja otimizado, segundo a Dersa (Foto: Arquivo)

Após ensaiar no semestre passado a abertura de edital para obras de adequação no entorno da travessia de balsas entre Santos e Guarujá, Dersa e Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) simplificam o projeto técnico para reduzir o tempo de execução da reforma. A expectativa é que a nova versão da mudança, mais econômica aos cofres públicos, fique pronta antes da temporada de verão.

A readequação se apresenta como solução para resolver o nó viário que se forma em frente à Praça Almirante Gago Coutinho (Mercado de Peixe), no acesso prioritário para a travessia por balsas. Subdimensionado para o atual volume de veículos, o local acumula o fluxo de quem deseja acessar o sistema, 17 linhas de transporte público e o trânsito em direção à Avenida Mário Covas (Portuária).

Em debate há mais de dois anos, a readequação atende antigo pleito de moradores e comerciantes da Ponta da Praia. Com a mudança, o embarque prioritário sairá da lateral do Terminal Pesqueiro para a nova entrada, na Avenida Almirante Saldanha da Gama, ao lado do acesso normal às balsas. Para isso, os beneficiados devem utilizar a Avenida Rei Alberto I. A previsão é que a mudança saia do papel em até 90 dias (veja abaixo).

“Trata-se de uma intervenção mais rápida, não se faz necessária uma obra complexa (como previa o projeto anterior). A atual revisão vai exigir apenas alguns ajustes na geometria nos acessos para facilitar raio de giro dos veículos, além de novas sinalizações verticais e horizontais”, explica o diretor de operações da Dersa, Eduardo Di Gregório.

Remodelação

Entre as alterações viárias, ele cita a remodelação de duas curvas. Isso porque um trecho da Saldanha da Gama terá a mão invertida para a saída de veículos que utilizam a balsa mista (carros, bicicletas e pedestres).

A alteração resolve dois problemas no trecho: o atual choque viário com o afunilamento da entrada de veículos com prioridade e maior espaço para a espera do embarque para esse público. Hoje, apenas oito veículos podem aguardar a travessia sem impacto no fluxo dos demais veículos; com a alteração, a quantidade sobre para 65 – 62% a mais que o projeto engavetado.

“No pior momento de pico e operando com apenas quatro embarcações, teríamos uma necessidade de 90 veículos prioritários”, diz Di Gregório.

Cálculos da Dersa indicam um crescimento de 35% no número de beneficiados (idosos, gestantes, pessoas com deficiência). Atualmente, são realizados até 700 embarques de veículos dirigidos por esse público. Sete em cada 10 beneficiários tem 60 anos ou mais. “Fizemos alterações sutis, não muda muita coisa para o usuário, mas tornou mais simples a forma de executar (o projeto)”, explica o diretor-presidente da CET-Santos, Rogério Vilani.

Economia

Embora os dois órgãos não tenham calculado os custos finais para a adoção das mudanças, citam economia aos cofres públicos. O diretor de operações da Dersa assegura que apenas a formulação do edital teria custo de R$ 200 mil, sem contar o valor das obras físicas (que também não havia sido informado). “Agora, é uma questão da área de obras fazer as alterações, mas são coisas rápidas, ajuste fino”.

Vilani acrescenta que caberá à Prefeitura a realização das intervenções físicas, com os ajustes de traçado. Já a sinalização – placas, informes e pintura de solo – será feita pela Dersa, que ainda faz o levantamento dos custos. “O projeto simplificado reduz a capacidade de investimento, pois todo esse material é de uso constante e já tem no almoxarifado”, pondera o presidente da CET.

A modificação, contudo, ainda utiliza conceitos herdados do projeto inicial. Assim, o trecho da Saldanha da Gama, entre o Canal 7 e o Ferry Boat, ficará exclusivo para quem vai ingressar nas balsas. O motorista que deseja seguir em direção ao cais deve acessar a Avenida Rei Alberto, num desvio a partir da Avenida General San Martin (Canal 7). “A faixa exclusiva (de embarque à travessia) vai facilitar a fiscalização e evitar que a fila seja furada”, continua Di Gregório.

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