Dermatologista dá dicas para prevenir e tratar as queimaduras de sol

Profissional faz alerta para a ação silenciosa dos raios ultravioleta, inclusive em dias nublados

01/01/2018 - 09:04 - Atualizado em 01/01/2018 - 09:56

Exposição aos raios ultravioleta exigem atenção para evitar queimaduras na pele (Foto: Irandy Ribas/AT)

Principalmente no verão, quem gosta de aproveitar os dias de calor para se bronzear e curtir o tempo livre na praia ou na piscina precisa ter atenção redobrada com a exposição aos raios ultravioleta (UV). A dermatologista Vânia Pagliarini alerta para as incômodas queimaduras na pele, que podem surgir em vários graus, tanto em dias de sol quanto nublados.

"A queimadura solar nada mais é do que o excesso de exposição à radiação ultravioleta, que age silenciosamente. Se a pessoa está na praia, tem vento e não está muito sol, ela não percebe o efeito nocivo na pele. A partir do momento que houve a exposição, demora algumas horas para que a radiação faça efeito e o organismo produza o eritema (vermelhidão). Às vezes, o desconforto demora mais de 8 horas para aparecer", explica. 

Para evitar o 'bronzeado camarão', e em casos mais graves a presença de bolhas e edemas (inchaços), a dermatologista orienta o uso de proteção solar, roupas leves, chapéu e óculos com proteção UV. No verão, é importante evitar a exposição solar das 11 às 16 horas. "Também é preciso se hidratar e beber bastante líquido para evitar casos de insolação".

Abundância

Não basta aplicar o protetor solar para que ele cumpra o seu papel. Vânia reforça que o produto deve ser passado com abundância - e pelo menos a cada duas horas enquanto houver exposição solar - em todo o corpo.

"Recomendamos no mínimo um fator 30, na quantidade de uma colher de sobremesa para cada região do corpo (rosto, tronco...). Não precisa usar um fator muito alto, mas sim utilizar da forma correta, reaplicando sempre. Mas o que vemos é que as pessoas utilizam uma quantidade insuficiente para espalhar, por isso, muitas vezes, o produto não faz o efeito adequado", afirma. 

Ainda de acordo com a dermatologista, a melhor forma de garantir um bronzeado duradouro e sem manchas é utilizar com frequência o protetor solar. "Todos podem se expor (ao sol), mas é preciso ter cuidado e se prevenir. Não pode querer ficar bronzeado da noite para o dia, menos é sempre mais. O protetor ajuda a evitar a descamação da pele".

A descamação ocorre quando a camada superficial da pele está muito danificada e entra em processo de renovação. "Esse 'descascado' é a pele avisando que foi lesada. É comum ocorrer a troca natural da pele a cada quatro semanas, mas, quando ela é queimada, esse processo é mais rápido para poder eliminar a célula que foi estimulada. É o organismo tentando se prevenir de um futuro dano, como uma lesão pré-câncer ou até mesmo câncer".

Tratamento

Sem a proteção adequada, a pele que acabou queimada pelo sol precisa de tratamento que, em alguns casos, pode incluir medicações que ajudam a diminuir o desconforto. "A hidratação é fundamental. Cremes com dexpantenol, vitamina E e aloe e vera ajudam a recuperar a pele que sofreu a agressão solar em grau mais leve. Queimaduras com bolhas e vermelhidão intensa por vezes precisam do uso de analgésicos e anti-inflamatórios. É preciso procurar um dermatologista para que ele avalie as lesões", afirma.

Tratamentos caseiros que utilizam aveia e amido de milho podem ser utilizados, mas a médica alerta para o uso de preparados com plantas. "Algumas podem refrescar ou melhorar o desconforto, mas depois em contato novamente com o sol podem piorar a situação, provocando novas queimaduras".

Veja Mais