Defeso do caranguejos uçá e guaiamum começa em todo Litoral de São Paulo

Fiscalização ocorre por meio do Ibama, Polícia Militar Ambiental e Fundação Florestal

01/10/2016 - 15:49 - Atualizado em 01/10/2016 - 16:00

Período de defeso começou neste sábado em toda a região (Foto: Divulgação)


Começou neste sábado (1), o período de Defeso dos caranguejos uçá (Ucides cordatus) e guaiamum (Cardisoma guanhumi) em toda região. O período de restrição tem duração de três a seis meses e fica proibida a captura, manutenção e comercialização das duas espécies. 

A Fundação Florestal, por meio de suas Unidades de Conservação Costeiras, explica que o defeso é uma época de desenvolvimento ou reprodução que garante a manutenção das espécies e a sustentabilidade dos estoques pesqueiros. A fiscalização ocorre com apoio da Polícia Militar Ambiental. 

Em São Paulo, o caranguejo-uçá foi inserido na Lista Estadual de Fauna Ameaçada de Extinção, de acordo com o Decreto 60.133/2014  – o que tornou proibida a captura. No entanto, estudos feitos comprovaram a estabilidade dos estoques da espécie, possibilitando a solicitação de Autorização Especial.

Desta forma, no Litoral Centro, para os pescadores que possuem a liberação, o defeso vai até 31 de dezembro, apenas para machos e a captura de fêmeas é proibida durante todo o ano todo.

No Litoral Sul, para os pescadores que possuem a autorização, o defeso dos machos vai até 30 de novembro e das fêmeas até 31 de dezembro.

Já no Litoral Norte do Estado de São Paulo, toda a captura permanece proibida durante o ano inteiro.

Pescadores que não possuem autorização estão proibidos de capturar o caranguejo-uçá. Já para o guaiamum, não há nenhuma autorização especial e o período de proteção é um pouco maior: até o dia 31 de março de 2017. Durante o defeso, os catadores de caranguejo têm direito a  seguro.

Segundo a Secretaria de Meio Ambiente (SMA), a preservação das espécies não é responsabilidade apenas dos pescadores. Os consumidores também têm um papel importante denunciando a venda à Policia Ambiental e/ou Ibama. Fora do defeso, é preciso observar o tamanho mínimo da espécie comercializada.

Veja Mais