Cubatão vai ganhar três píeres sobre os Rios Laranjeira e Casqueiro

Obra está prevista para começar em setembro; plataforma de maior porte ficará em frente à Praça Independência

18/06/2018 - 11:58 - Atualizado em 18/06/2018 - 12:06

Ideia é aproveitar os rios para estimular o turismo náutico da Cidade (Foto: Carlos Nogueira/AT)

Única cidade da Baixada Santista sem frente para o mar, Cubatão busca nas atrações de rios a valorização de atividades de lazer e turismo. Projeta três grandes píeres com plataformas fixas sobre estacas nas águas do Rio Casqueiro – em frente à Praça Independência e à Ilha Caraguatá – e na formação lagunar do Rio Laranjeira, em frente ao Bolsão 8.

Quem anuncia o início de implantação dos projetos, marcados para setembro deste ano, é o secretário municipal de Obras, Benaldo Melo Souza.

O empreendimento de maior porte ficará em frente à Praça Independência, no Jardim Casqueiro, a partir das áreas gramadas e muradas nos anos de 1970 ao longo da avenida marginal ao rio. O desejo de praias dos cubatenses fez, como herança do passado de mangues do bairro, com que os moradores do Casqueiro chamassem a avenida de Beira Mar.

A região chegou a receber banhistas nos anos 1930. Mas a poluição industrial e do antigo lixão de Santos e das favelas de São Vicente no rio afastou os banhistas a partir de 1960. O que restou dessa época foi a fama criada pela declaração de esportistas da raia olímpica da USP em São Paulo. Depois de experimentar as águas remansosas do encontro do Mar Pequeno de São Vicente com a foz dos rios Mariana e Casqueiro, praticantes do remo passaram a considerar essa área semi-lagunar como a melhor raia olímpica natural do Estado.

É o resgate desses tempos que Benaldo sonha, ao projetar um grande píer, avançando sobre o rio a partir do trecho atrás da atual delegacia de polícia do bairro. “Todo o conjunto fará parte de uma grande reforma urbanística da Praça Independência e de dois a três quilômetros da orla da avenida. O píer avançará 70 metros rio adentro. O deck terá 500 metros, com um centro de lazer sobre o rio e áreas para a prática da raia olímpica, sem impacto sobre as águas da região e circulação de barcos de pesca artesanal ou turismo. Essa é a cereja do bolo dessa proposta do prefeito Ademário Oliveira”.

O impacto maior, imagina Benaldo, será sobre a oferta de lazer para o bairro, o embelezamento da Cidade e o atrativo ao turismo náutico e esportivo. O segundo píer, de menor porte, está projetado para a Ilha Caraguatá, no trecho do Rio Casqueiro à direita da ponte da Rodovia dos Imigrantes (sentido Cubatão/ São Vicente). Destina-se a ser um atrativo para o apoio às náuticas já localizadas no bairro.

O aproveitamento dos rios estimula o crescente turismo náutico, ecológico e de pesca esportiva, por meio de operadores privados localizados na ilha. Esses operadores dispõem de barcos de aluguel, com roteiros também para observação da fauna e flora nos manguezais. As áreas de mangue e matas estarão protegidas e respeitadas, com a exploração dos recursos pesqueiros da região e do ecoturismo realizada de forma rentável e sustentável ambientalmente. As náuticas recebem principalmente pescadores de lazer que vêm de São Paulo e do exterior para a disputada pesca do robalo e outras espécies abundantes do estuário que Cubatão divide com Santos e Guarujá. Na região há ainda outro atrativo: os guarás vermelhos.

Já o terceiro píer será construído na região lagunar, em frente aos Bolsões 7, 8 e 9 (Jardim Nova República). Benaldo fala com entusiasmo sobre esse grande deck. “Os moradores pedem essa construção há anos. Cada um desses píeres terá centros de lazer”.

A despeito da crise na economia, o secretário diz que a Prefeitura já dispõe de recursos para dar início a essas construções a partir de setembro. Terminado cada projeto, a ideia é promover licitações para que a iniciativa privada gerencie essas multiplataformas e explore bares e outros atrativos, de forma a organizar a frequência, cobrar preços de visita e utilização menores para moradores da Cidade.

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