Cubatão fica sem ônibus por falta de pagamento a funcionários da Translíder

Categoria reclama não ter recebido o salário de novembro e que os benefícios estão atrasados

04/12/2017 - 10:02 - Atualizado em 04/12/2017 - 15:16

População enfrenta dificuldades de locomoção; imagem mostra veículo alternativo em circulação (Carlos Nogueira/AT) 

Profissionais estão desde 4 horas parados na frente 
da garagem da empresa (Carlos Nogueira/AT)

A Cidade de Cubatão amanheceu esta segunda–feira (4) sem ônibus nas ruas. O motivo é a greve dos cerca de 400 funcionários da empresa Translíder, responsável pelo transporte municipal. Os profissionais reclamam o não pagamento do salário de novembro e atrasos nos benefícios.

Os protestos começaram por volta das 4 horas, com uma concentração dos trabalhadores em frente à garagem da empresa, na Avenida 9 de Abril. Além de não receber o pagamento referente ao último mês, a categoria conta estar sem vale-alimentação e cesta básica desde julho.

O reajuste de 4%, acordados durante a campanha salarial, também não foi repassado aos profissionais e, para fechar a soma dos problemas, a empresa também não tem depositado o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) desde janeiro. 



Respostas

A Prefeitura de Cubatão respondeu, em nota, que o superintendente da Companhia Municipal de Trânsito (CMT), Jefferson Cansou, esteve nas instalações da Translíder para se informar sobre os acontecimentos desta segunda-feira, mas não encontrou nenhum dirigente da empresa.

A Administração Municipal explica que não foi informada sobre a paralisação nos transportes coletivos e nem sobre as providências adotadas pela empresa para suprir o atendimento aos passageiros.

“Foi providenciado o reforço no transporte alternativo em micro-ônibus para atender as necessidades de transporte no município”, diz o texto.

A remuneração da TransLíder, segundo a Prefeitura, é formada pela tarifa recebida dos passageiros e um subsídio municipal que complementa o valor das passagens. A Administração Municipal garantiu estar com os pagamentos em dia. 

 

Ainda de acordo com o governo municipal, atualmente existem apenas entendimentos em curso sobre mudanças na tarifa e no subsídio que a empresa está reivindicando. “Não se justifica qualquer descumprimento de direitos trabalhistas por conta de ajustes tarifários”.

“É importante ressaltar que a relação entre a empresa Translíder e seus funcionários é de caráter trabalhista e não pode ser confundida com a relação contratual existente entre a Prefeitura e a empresa”, finaliza.

A Tribuna On-line entrou em contato com a empresa Translíder, mas não obteve resposta

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